sábado, 21 de março de 2009

Serenidade encontrada

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Serenidade encontrada
Em sorriso irradiante
Com quietude fascinada!
Deleite naquele local
Com sorrisos e esperança
Paradigmas de harmonia
Escalada de bonança!
Em natural esplendor
Surrealismo à misturaS
intonia no ambiente
Longe de qualquer loucura.
No ar puro da montanha
Procurando o sossego
Revitalizador da mente
Libertando cada medo.
Medo da agitação
Com existência singela
Olhar raios de sol…
E contemplar cada estrela!
.
.M.Teresa Fernandes

MEMÓRIAS DE TRÁS-OS- MONTES



A Terra

Também eu quero abrir-te e semear
Um grão de poesia no teu seio!
Anda tudo a lavrar,
Tudo a enterrar centeio,
E são horas de eu pôr a germinar
A semente dos versos que granjeio.

Na seara madura de amanhã
Sem fronteiras nem dono,
Há de existir a praga da milhã,
A volúpia do sono
Da papoula vermelha e temporã,
E o alegre abandono
De uma cigarra vã.

Mas das asas que agite,
O poema que cante
Será graça e limite
Do pendão que levante
A fé que a tua força ressuscite!

Casou-nos Deus, o mito!
E cada imagem que me vem
É um gomo teu, ou um grito
Que eu apenas repito
Na melodia que o poema tem.

Terra, minha aliada
Na criação!
Seja fecunda a vessada,
Seja à tona do chão,
Nada fecundas, nada,
Que eu não fermente também de inspiração!

E por isso te rasgo de magia
E te lanço nos braços a colheita
Que hás de parir depois...
Poesia desfeita,
Fruto maduro de nós dois.

Terra, minha mulher!
Um amor é o aceno,
Outro a quentura que se quer
Dentro dum corpo nu, moreno!

A charrua das leivas não concebe
Uma bolota que não dê carvalhos;
A minha, planta orvalhos...
Água que a manhã bebe
No pudor dos atalhos.

Terra, minha canção!
Ode de pólo a pólo erguida
Pela beleza que não sabe a pão
Mas ao gosto da vida!

Miguel Torga

segunda-feira, 16 de março de 2009

Encontrei-te numa noite fria e longa


"Encontrei-te numa noite fria e longa

No caminho que conduz à vida

E porque começaste a falar sem eu nada te perguntar

Agucei o ouvido para ouvir o que tinhas para dizer.


Tinhas nascido numa noite igual a tantas outras

Perdidas no calendário do tempo.



Passaste fome, frio e desalento

Num ambiente familiar hostil e pardacento

Igual à rua estreita e suja por onde caminhavas descalço

Ora conversador, ora sisudo

Como se o mundo se encontrasse de pernas para o ar

Mas tu continuavas de rua em rua, de casa em casa

Sempre nas tuas deambulações.


Sei que adoravas ver os burros, os cavalos e as vacas

Pelo alvorecer, quando se dirigiam ao bebedouro comunal

Para de seguida cada qual seguir o seu caminho

Mas o dia ainda mal começava e tu já fremias

Para ir até ao adro da Igreja ver as pessoas

Que às sete da manhã iam ouvir o padre falar

Sobre o que Cristo tinha padecido às mãos dos homens.


Mais tarde, eram horas para trocar impressões

E tagarelar acerca da família e do dia de trabalho

Que ainda mal começara.





Pouco a pouco todos iam abandonando o lugar

Tu, olhavas em redor e seguias pela rua da procissão até às eiras

Onde alguns grupos teimavam em ficar

Como se tivessem algo a tratar

Talvez! pensavas tu

Coisas de vivos e de mortos

Ou simplesmente de como ia estar o tempo

Ou de doenças que teimam em ficar

No corpo e no espírito, para mal ou para bem

Das nossas vidas, ou simplesmente coisas que arranjamos

Para matar o tempo

Como se não fosse o tempo que nos vai matando!


Tomaste consciência que o teu mundo

Era, também, o de toda aquela gente

Tal como as suas mágoas e o seu sofrimento.

A política não tinha chegado aquele fim do mundo

Ou, quiçá, por lá passara e arredara

Antes que atrapalhasse em vez de ajudar nas tarefas diárias

Que por si mesmas ou pela força das circunstâncias

Já eram demasiado penosas.


Os dias e as noites foram-se arrastando

Até à alvorada da tua juventude

E a enxurrada que foi a tua vida

Deu-te valentes trambolhões

Que transformaram a tua vida num rosário

Austero e rotineiro."

domingo, 8 de março de 2009

AS MULHERES DA MINHA LOMBADA!






A mulher é o único ser da criação, que abriga dentro de si, um tempo
Só ela sabe ser Deusa e ser Santa, ser Rainha e ser Mulher, Ser forte quando precisa, e ser frágil quando quer...
Mulher que gera vidas, e cria a humanidade.
Que sabe ser estrela, e sabe ser saudade.
Só ela sabe ser mulher e ser menina, ser sedutora e ser seduzida.
Ser Luz quando brilha, e paz quando acalma e tranquiliza.
Ela é música quando é alegria, é ritmo vibrante quando improvisa.
Ser tempestade quando chora, é um vulcão quando ama.
Ela sofre discriminação, é incompreendida, mas sabe superar.
Sofre preconceitos, tem lá os seus defeitos, mas sabe perdoar (ou vingar-se...melhor nunca provar a vingança de uma mulher...)
Só ela consegue lutar pela vida, transformando-se em fera, mas sem perder a doçura.
Mulher que fecunda um novo ser, também sabe ser um anjo de candura. É mulher e é amante, é companheira e é guerreira, Ela pode até perder a luta, mas nunca perde os seus ideais...
Ela pode até perder os seus amores, mas nunca desiste dos seus sonhos.
É feminina, sensível, amável, sem perder a força.
Ela é ternura quando envolve, é segredo quando encanta.
Assim como a lua, ela tem as suas fases, todas imprevisíveis, todas incomunicáveis.
A mulher é o maior de todos os mistérios, que alguns Homens ainda não conseguiram desvendar.
E digo tudo isto porque sou Homem...Tenho orgulho em admirar as mulheres, esta é uma homenagem a todas as mulheres, e a todos os homens que reconhecem o que é uma mulher!
(escrito por Bomfalcão)

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Fevereiro (Cont.)

Fevereiro é o segundo mês do ano, pelo calendário gregoriano. Tem a duração de 28 dias, a não ser em anos bissextos, em que é adicionado um dia a este mês. Já existiram três dias 30 de Fevereiro na história. O nome fevereiro vem do latim februarius, inspirado em Februus, deus da morte e da purificação na mitologia etrusca. Originariamente, fevereiro possuía 29 dias e 30 como ano bissexto, mas por exigência do ImperadorCésar Augusto, de Roma, um de seus dias passou para o mês de agosto, para que o mesmo ficasse com 31 dias, semelhante a julho, mês batizado assim em homenagem ao Imperador Júlio César.
........................
1de fevereiro - Dia do Publicitário
2 de fevereiro - Dia do Agente Fiscal da Receita Federal
2 de fevereiro - Dia de Iemanjá
5 de fevereiro - Dia do Datiloscopista
7 de fevereiro - Dia do Gráfico
9 de fevereiro - Dia do Zelador
10 de fevereiro - Dia do Atleta Profissional
11 de fevereiro - Dia da Criação da Casa da Moeda do Brasil
11 de fevereiro - Dia Mundial do Enfermo
13 de fevereiro - Dia Nacional do Ministério Público
14 de fevereiro - Dia da Amizade (Também comemorado dia dos Namorados em alguns países europeus e nos Estados Unidos)
16 de fevereiro - Dia do Repórter
19 de fevereiro - Dia do Desportista
21 de fevereiro - Dia da Conquista de Monte Castelo (1945)
23 de fevereiro - Dia do Rotaryano
24 de fevereiro - Promulgação da primeira Constituição da República do Brasil (1891)
25 de fevereiro - Dia da criação do Ministério das Comunicações
26 de fevereiro - Dia do Comediante
27 de fevereiro - Dia dos Idosos

FEVEREIRO no Calendário

O calendário Juliano

"O General romano Júlio César copiou os egípcios, mas fez meses de 30 dias e outros de 31 dias. O primeiro mês era Março, o décimo era Dezembro, o décimo-primeiro Janeiro, o décimo-segundo passou a ser Fevereiro. Este mês era mais curto e tinha 28 dias, porque havia dias a mais nos outros meses ao longo do ano.
Este calendário durou até ser introduzido o calendário Gregoriano.

Como perceberam, os calendários andaram numa grande confusão. O primeiro dia do ano era 1 de Março, os meses tinham 30 ou 31 dias. O décimo-segundo era especial, tinha menos dias e o nome era Fevereiro, o mês da “purificação” em Latim. De quatro em quatro anos tinha mais um dia (ano bissexto).
Só há pouco tempo que se mudou para 1 de Janeiro como primeiro dia do ano.

Como se chegou ao nosso calendário.

O calendário actual começou em 1582, altura em que os astrónomos do papa Gregório, no século 16, escolheram um ano de 365 dias e um quarto.
Descobriram que de 400 em 400 anos, as estações se atrasavam de 3 dias. Por isso, resolveram avançar 10 dias e não fazer anos bissextos nos anos com milésimo divisível por 4."

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Ditados populares sobre o mês de Janeiro

A água de Janeiro, vale dinheiro.
� Janeiro quente traz o diabo no ventre.
� Ao luar de Janeiro, se conta dinheiro.
� Em Janeiro, um porco ao sol outro no fumeiro.
� Os bons dias em Janeiro vêm-se a pagar em Fevereiro.
� A 20 de Janeiro, uma hora por inteiro e quem bem contar, hora e meia vai achar.
� Se queres ser bom ervilheiro, semeia no crescente de Janeiro.
� Janeiro greleiro, não enche o celeiro.
� Em Janeiro sobe ao outeiro. Se vires verdejar, põe-te a chorar. Se vires terrear põe-te a cantar.
� Ao minguante de Janeiro, corta o madeiro.
� O luar de Janeiro, é claro como um carneiro; mas lá vem o de Agosto que lhe dá pelo rosto.
� Não há luar como o de Janeiro, nem amor como o primeiro.
� Bons dias em Janeiro enganam o homem em Fevereiro.
� Chuva em Janeiro e sem frio, vai dar riqueza ao Estio.
� Janeiro fora, mais uma hora, quem bem souber contar hora e meia vai achar.
� No mês de Janeiro sobe ao outeiro para ver o nevoeiro.
� Pescada de Janeiro, vale carneiro.
� Sol de Janeiro, sempre baixo no outeiro.
�Trovoada em Janeiro, nem bom prado, nem bom palheiro.
� Em Janeiro, acende a fogueira e senta-te à lareira.
� Calça branca em Janeiro é sinal de pouco dinheiro.
� Janeiro geoso traz um ano formoso.
� Janeiro molhado, se não cria pão, cria o gado.
� A vinte de Janeiro uma hora por inteiro.
� Se para a tua casa precisas de madeiro corta-o em Janeiro.
� Em Janeiro mete obreiro.
� Janeiro bom para a vaca, é mau para saca.
� Secura de Janeiro riqueza do rendeiro.
� Pintainho de Janeiro, vai com a mãe ao poleiro.
� Janeiro frio e molhado. Enche o celeiro e farta o gado.
� Trovão em Janeiro, nem bom prado nem bom palheiro.
� Janeiro geadeiro.
� Não há luar como o de Janeiro nem sol como o de Agosto.
� Em Janeiro, os dias têm saltos de carneiro.
� Em Janeiro veste pele de carneiro

Cartas de Amor - Trio Odemira



Obrigada Hamilton por no h5 ter colocado e me fez recordar o que muito não ouvia. Abraço.

sábado, 17 de janeiro de 2009

Em Babe nevou

Foram dias de nevada
E eu não estava lá...
Lá ...naquela lombada
Muita lenha nas lareiras,
fumeiro a assar nas brasas
e eu a imaginar o cheiro
o sabor dos petiscos...
E a neve com sua brancura
vestindo de branco a paisagem
numa candura inesquecível.
.
TERE

MÚSICA RELAXANTE! BOM FIM DE SEMANA

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Antes que Seja Tarde

Amigo,
tu que choras uma angústia qualquer
e falas de coisas mansas como o luar
e paradas
como as águas de um lago adormecido,
acorda!
Deixa de vez
as margens do regato solitário
onde te miras
como se fosses a tua namorada.
Abandona o jardim sem flores
desse país inventado
onde tu és o único habitante.
Deixa os desejos sem rumo
de barco ao Deus-dará
e esse ar de renúncia
às coisas do mundo.
Acorda, amigo,
liberta-te dessa paz podre de milagre
que existe
apenas na tua imaginação.
Abre os olhos e olha,
abre os braços e luta!
Amigo,
antes da morte vir
nasce de vez para a vida.

Manuel da Fonseca, in "Poemas Dispersos"

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Minha Rua



Minha rua da aldeia
Não é uma rua qualquer.
É o largo da Igreja
Onde brinquei a valer.

É essa rua rural...
Que sinto mais como minha.
Não foi nela que nasci
Mas vivi lá em pequenina.

Brincava, corria, saltava
Com amigos da infância...
Que recordo com carinho
E deles tenho lembrança...

Naquela rua, na altura
Havia muito lamaçal...
Nos invernos rigorosos
Que uniam afinal...

Com lenha de cada um
Repartida quando acabava.
Ninguém passava frio...
Nessa rua que eu amava !

Eram também fiadeiros
E bailaricos a rodos...
Encontros de todo a gente
Quando decidir algo de todos.

Em cariz comunitário.
E "Conselho"em geral.
Era ali naquela rua...
Tudo resolvido, afinal.

Está agora mais ampla.
Pois não tem lenha por lá.
Desde há longos anos
Que diferente ela está!!!


V. N. De Gaia, 13 de Junho de 2006

M. T. Fernandes (Docequimera )

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

"HEAL THE WORLD" ??ouçam?? eu adoro esta música!!! Feliz Ano Novo

Dia Mundial da Paz!!! Fliz Ano Novo a todos os Babenses



Hoje, dia 1 de Janeiro começa um novo ano, 2009. Neste dia, primeiro de Janeiro, comemora-se o Dia Mundial da Paz, inicialmente chamado simplesmente de Dia da Paz. Foi criado pelo Papa Paulo VI, com uma mensagem datada do dia 8 de dezembro de 1967, para que o primeiro fosse celebrado sempre no primeiro dia do ano civil (1 de Janeiro), a partir de 1968, coisa que acontece até hoje. Dizia o Papa Paulo VI em sua primeira mensagem para este dia: "Dirigimos-nos a todos os homens de boa vontade, para os exortar a celebrar o Dia da Paz, em todo o mundo, no primeiro dia do ano civil, 1 de Janeiro de 1968. Desejaríamos que depois, cada ano, esta celebração se viesse a repetir, como augúrio e promessa, no início do calendário que mede e traça o caminho da vida humana no tempo que seja a Paz, com o seu justo e benéfico equilíbrio, a dominar o processar-se da história no futuro".

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Poema de ano novo


Recomeça….
Se puderes
Sem angústia
E sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.
E, nunca saciado,
Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar e vendo
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças…
.
Miguel Torga

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Receita de Ano Novo

Receita de Ano Novo


Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor de arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação como todo o tempo já vivido
(mal vivido ou talvez sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser,
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?).
Não precisa fazer lista de boas intenções
para arquiva-las na gaveta.
Não precisa chorar de arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto da esperança
a partir de Janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um ano-novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de mercê-lo,
tem de fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.



Carlos Drummond de Andrade





Texto extraído do "Jornal do Brasil", Dezembro/1997.

"My Favorite Romantic Song of All Time"

domingo, 28 de dezembro de 2008

Hoje vou comer Botelo com cascas! aqui na capital ! quem quer??


Como preparar botelo com cascas

(Receita para 4 pessoas)
Ingredientes
- 0,5 kg de cascas
- 1 botelo médio
- 0,5 kg de batatas
- azeite q.b.
Confecção
- As cascas devem ficar de molho cerca de sete horas.
- Lavar o botelo com água quente, coloca-lo numa panela grande com bastante água e deixar cozer durante 15 minutos. Deitar fora a água da cozedura e encher novamente a panela. Deixar ferver durante mais 15 minutos e mudar de novo a água, mas colocar também as cascas na panela. Deixar cozer cerca de uma hora.
Quando o botelo e as cascas estiverem quase cozidos, devem adicionar-se as batatas e deixar cozer tudo junto.
- O botelo serve-se cortado, com as cascas e batatas que serão temperadas com azeite a gosto.




Botelo... O estômago do porco cheio de carnes variadas, normalmente costelas, carne junto aos ossos da suã e rabo, devidamente adobadas. Constitui umas das especialidades culinárias mais típicas e apreciadas em Moimenta. O botelo é acompanhado com cascas secas de feijão e batata cozida e serve-se em dias de festa, no Inverno, desde a matança até Março. Não é prato para doentes nem se serve em tempo quente.