segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Ditados populares sobre o mês de Janeiro

A água de Janeiro, vale dinheiro.
� Janeiro quente traz o diabo no ventre.
� Ao luar de Janeiro, se conta dinheiro.
� Em Janeiro, um porco ao sol outro no fumeiro.
� Os bons dias em Janeiro vêm-se a pagar em Fevereiro.
� A 20 de Janeiro, uma hora por inteiro e quem bem contar, hora e meia vai achar.
� Se queres ser bom ervilheiro, semeia no crescente de Janeiro.
� Janeiro greleiro, não enche o celeiro.
� Em Janeiro sobe ao outeiro. Se vires verdejar, põe-te a chorar. Se vires terrear põe-te a cantar.
� Ao minguante de Janeiro, corta o madeiro.
� O luar de Janeiro, é claro como um carneiro; mas lá vem o de Agosto que lhe dá pelo rosto.
� Não há luar como o de Janeiro, nem amor como o primeiro.
� Bons dias em Janeiro enganam o homem em Fevereiro.
� Chuva em Janeiro e sem frio, vai dar riqueza ao Estio.
� Janeiro fora, mais uma hora, quem bem souber contar hora e meia vai achar.
� No mês de Janeiro sobe ao outeiro para ver o nevoeiro.
� Pescada de Janeiro, vale carneiro.
� Sol de Janeiro, sempre baixo no outeiro.
�Trovoada em Janeiro, nem bom prado, nem bom palheiro.
� Em Janeiro, acende a fogueira e senta-te à lareira.
� Calça branca em Janeiro é sinal de pouco dinheiro.
� Janeiro geoso traz um ano formoso.
� Janeiro molhado, se não cria pão, cria o gado.
� A vinte de Janeiro uma hora por inteiro.
� Se para a tua casa precisas de madeiro corta-o em Janeiro.
� Em Janeiro mete obreiro.
� Janeiro bom para a vaca, é mau para saca.
� Secura de Janeiro riqueza do rendeiro.
� Pintainho de Janeiro, vai com a mãe ao poleiro.
� Janeiro frio e molhado. Enche o celeiro e farta o gado.
� Trovão em Janeiro, nem bom prado nem bom palheiro.
� Janeiro geadeiro.
� Não há luar como o de Janeiro nem sol como o de Agosto.
� Em Janeiro, os dias têm saltos de carneiro.
� Em Janeiro veste pele de carneiro

Cartas de Amor - Trio Odemira



Obrigada Hamilton por no h5 ter colocado e me fez recordar o que muito não ouvia. Abraço.

sábado, 17 de janeiro de 2009

Em Babe nevou

Foram dias de nevada
E eu não estava lá...
Lá ...naquela lombada
Muita lenha nas lareiras,
fumeiro a assar nas brasas
e eu a imaginar o cheiro
o sabor dos petiscos...
E a neve com sua brancura
vestindo de branco a paisagem
numa candura inesquecível.
.
TERE

MÚSICA RELAXANTE! BOM FIM DE SEMANA

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Antes que Seja Tarde

Amigo,
tu que choras uma angústia qualquer
e falas de coisas mansas como o luar
e paradas
como as águas de um lago adormecido,
acorda!
Deixa de vez
as margens do regato solitário
onde te miras
como se fosses a tua namorada.
Abandona o jardim sem flores
desse país inventado
onde tu és o único habitante.
Deixa os desejos sem rumo
de barco ao Deus-dará
e esse ar de renúncia
às coisas do mundo.
Acorda, amigo,
liberta-te dessa paz podre de milagre
que existe
apenas na tua imaginação.
Abre os olhos e olha,
abre os braços e luta!
Amigo,
antes da morte vir
nasce de vez para a vida.

Manuel da Fonseca, in "Poemas Dispersos"

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Minha Rua



Minha rua da aldeia
Não é uma rua qualquer.
É o largo da Igreja
Onde brinquei a valer.

É essa rua rural...
Que sinto mais como minha.
Não foi nela que nasci
Mas vivi lá em pequenina.

Brincava, corria, saltava
Com amigos da infância...
Que recordo com carinho
E deles tenho lembrança...

Naquela rua, na altura
Havia muito lamaçal...
Nos invernos rigorosos
Que uniam afinal...

Com lenha de cada um
Repartida quando acabava.
Ninguém passava frio...
Nessa rua que eu amava !

Eram também fiadeiros
E bailaricos a rodos...
Encontros de todo a gente
Quando decidir algo de todos.

Em cariz comunitário.
E "Conselho"em geral.
Era ali naquela rua...
Tudo resolvido, afinal.

Está agora mais ampla.
Pois não tem lenha por lá.
Desde há longos anos
Que diferente ela está!!!


V. N. De Gaia, 13 de Junho de 2006

M. T. Fernandes (Docequimera )

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

"HEAL THE WORLD" ??ouçam?? eu adoro esta música!!! Feliz Ano Novo

Dia Mundial da Paz!!! Fliz Ano Novo a todos os Babenses



Hoje, dia 1 de Janeiro começa um novo ano, 2009. Neste dia, primeiro de Janeiro, comemora-se o Dia Mundial da Paz, inicialmente chamado simplesmente de Dia da Paz. Foi criado pelo Papa Paulo VI, com uma mensagem datada do dia 8 de dezembro de 1967, para que o primeiro fosse celebrado sempre no primeiro dia do ano civil (1 de Janeiro), a partir de 1968, coisa que acontece até hoje. Dizia o Papa Paulo VI em sua primeira mensagem para este dia: "Dirigimos-nos a todos os homens de boa vontade, para os exortar a celebrar o Dia da Paz, em todo o mundo, no primeiro dia do ano civil, 1 de Janeiro de 1968. Desejaríamos que depois, cada ano, esta celebração se viesse a repetir, como augúrio e promessa, no início do calendário que mede e traça o caminho da vida humana no tempo que seja a Paz, com o seu justo e benéfico equilíbrio, a dominar o processar-se da história no futuro".

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Poema de ano novo


Recomeça….
Se puderes
Sem angústia
E sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.
E, nunca saciado,
Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar e vendo
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças…
.
Miguel Torga

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Receita de Ano Novo

Receita de Ano Novo


Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor de arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação como todo o tempo já vivido
(mal vivido ou talvez sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser,
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?).
Não precisa fazer lista de boas intenções
para arquiva-las na gaveta.
Não precisa chorar de arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto da esperança
a partir de Janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um ano-novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de mercê-lo,
tem de fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.



Carlos Drummond de Andrade





Texto extraído do "Jornal do Brasil", Dezembro/1997.

"My Favorite Romantic Song of All Time"

domingo, 28 de dezembro de 2008

Hoje vou comer Botelo com cascas! aqui na capital ! quem quer??


Como preparar botelo com cascas

(Receita para 4 pessoas)
Ingredientes
- 0,5 kg de cascas
- 1 botelo médio
- 0,5 kg de batatas
- azeite q.b.
Confecção
- As cascas devem ficar de molho cerca de sete horas.
- Lavar o botelo com água quente, coloca-lo numa panela grande com bastante água e deixar cozer durante 15 minutos. Deitar fora a água da cozedura e encher novamente a panela. Deixar ferver durante mais 15 minutos e mudar de novo a água, mas colocar também as cascas na panela. Deixar cozer cerca de uma hora.
Quando o botelo e as cascas estiverem quase cozidos, devem adicionar-se as batatas e deixar cozer tudo junto.
- O botelo serve-se cortado, com as cascas e batatas que serão temperadas com azeite a gosto.




Botelo... O estômago do porco cheio de carnes variadas, normalmente costelas, carne junto aos ossos da suã e rabo, devidamente adobadas. Constitui umas das especialidades culinárias mais típicas e apreciadas em Moimenta. O botelo é acompanhado com cascas secas de feijão e batata cozida e serve-se em dias de festa, no Inverno, desde a matança até Março. Não é prato para doentes nem se serve em tempo quente.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Hoje é dia de Santo Estevão

Natal é mais do que festa de família na minha terra,, na Lombada transmontana portuguesa, na aldeia de Babe onde é também e principalmente festa da mocidade. Quer dizer, dos moços a partir dos 12 ou 13 anos e enquanto forem solteiros desde que se inscrevam, que é a totalidade dos presentes na altura na aldeia, salvo raríssimas excepções esporádicas.
Com início perdido já no tempo, os rapazes de Babe unem-se nesses dias, já que o dia 26, dia de S. Estêvão, Padroeiro da Mocidade (moços/ rapazes solteiros) é também feriado lá e numa amálgama de folia, gastronomia, festa religiosa e bailarico pelas noites dentro vive-se com animação apesar do frio que nesta época lá se sente. No baile, ao som de gaita-de-foles, bombos e caixas, por tradição, participam também as moças e mesmo os casados que apareçam, homens e mulheres...Para os almoços e jantares desse dois dias matam uma ou mais vitelas para as comerem em conjunto, repetindo-se o mesmo no dia 6 de Janeiro, dia de Reis. Há Juiz e Meirinho e muitas regras a cumprir nas formaturas, senão há multas a pagar a partir da alvorada logo de madrugada...

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Votos de boa noite de consoada para os babenses

Imagino as mulheres
Das casas da minha aldeia
Prontas com o jantar
E com muita guloseima.
....
FELIZ NATAL

Poema de Fernando Pessoa

Chove. É dia de Natal.
Lá para o Norte é melhor:
Há a neve que faz mal,
E o frio que ainda é pior.

E toda a gente é contente
Porque é dia de o ficar.
Chove no Natal presente.
Antes isso que nevar.

Pois apesar de ser esse
O Natal da convenção,
Quando o corpo me arrefece
Tenho o frio e Natal não.

Deixo sentir a quem quadra
E o Natal a quem o fez,
Pois se escrevo ainda outra quadra
Fico gelado dos pés.
.
Fernando Pessoa

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

O Primeiro Postal De Natal!




O primeiro postal de Natal surgiu na Inglaterra, pelas mãos do pintor John Callcott Horsley (1817-1903), em Dezembro de 1843, a pedido de Sir Henry Cole (1808-1882), director do South Kensington Museum (rebaptizado, em 1899, de The Victoria and Albert Museum).



Sir Henry Cole era assistente no Public Records Office, para além disso era escritor e editor de livros e jornais. Cole escreveu livros sobre arte e arquitectura sob o pseudónimo de Felix Summerly, e fundou o jornal The Journal of Design. Este possuía, ainda, o Summerly's Home Treasury, através do qual eram publicados livros infantis, de entre as histórias publicadas contam-se "Cinderela", "João e o pé de feijão" e "A Bela e o Monstro", entre outros.



Sir Henry Cole com o seu cão, cartoon, de 1871,da Vanity FairNo Natal, Sir Henry escrevia cartas aos seus familiares, amigos e conhecidos, desejando-lhes Boas Festas. Contudo, devido ao seu trabalho, este tinha pouco tempo para escrever tantas cartas. Assim , ele (tal como todas as outras pessoas que escreviam cartas de Boas Festas) comprava papel de carta decorado com motivos natalícios ou então, comprava postais de festas genéricos, nos quais se podia acrescentar a festa de que se tratava. Perante isto, Sir Henry pediu a Horsley para lhe criar um postal com uma única mensagem que pudesse ser duplicada e enviada a todas as pessoas da sua lista.



A primeira edição destes postais foi colorida à mão, nestes podia ver-se uma família a festejar com a legenda "Merry Christmas and a Happy New Hear to You" (Feliz Natal e um Próspero Ano Novo para ti). Estes foram impressos num cartão por Jobbins de Warwick Court, Holborn, Londres, sendo, posteriormente, pintados à mão por um profissional de nome Manson. Estes foram publicados no "Summerly's Home Treasury Office, 12 Old Bond Street, Londres", pelo seu amigo e sócio Joseph Cundall.



Os postais que não foram utilizados po Sir Henry, venderam-se na Summerly's por 1 xelim. Segundo Cundall venderam-se muitos postais, cerca de 1000. Actualmente, só existe por volta de uma dúzia destes postais originais, um desses foi leiloado em 24/11/2004, sendo vendido por £22,500 (foi enviado por Sir Henry Cole para "Granny and Auntie Char"), como estava assinado pelo próprio Sir Henry Cole, este postal é extremamente raro e valioso.



Estes postais ilustravam uma família em festa durante o Natal e brindavam ao seu amigo ausente (ao qual o postal era dirigido) com um copo de vinho tinto. Em cada um dos lados do postal tinha imagens de actos de caridade "vestir os desnudados" e "alimentar os pobres". Contudo, a imagem central da família brindando causou grande controvérsia, sendo alvo de várias críticas já que ver crianças a beber um pouco de vinho era considerado como um fomentar da corrupção moral nas crianças. Perante isto, os postais foram retirados de venda.



Segundo a lenda, no ano seguinte, Sir Henry não usou o método dos postais para fazer os seus votos de Boas Festas aos seus amigos, mas mesmo assim o hábito de enviar postais de Natal rapidamente se espalhou não só por toda Inglaterra, mas também um pouco por todo o mundo.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Natal todo dia!




"Naquela manhã de Natal, o chefe da família lia o seu jornal quando, entre várias notícias importantes, deparou com a seguinte nota em destaque: "Se quiser gozar um dia de Natal muito mais alegre e feliz, reparta com outrem alguma coisa boa."
Leu outra vez a nota e dando uma "palmadinha" na perna, exclamou: "Que idéia interessante!
" Levantou-se e foi dar uma espiada na geladeira. "Veja só que beleza! Dois perus assadinhos!"
Tirou então o maior, colocando-o numa bandeja descartável, envolvido numa folha de papel laminado. Em um pequeno cartão, ele copiou a nota encontrada no jornal e o depositou sobre o presente.
Tomando o chapéu, saiu com a bandeja dentro de um cesto vazio, que a esposa recebera com guloseimas, e seguiu em direção à casa do velho sapateiro ali do bairro.
Devagarzinho e sem fazer barulho, ele colocou o cesto na porta da entrada, bateu palmas e antes que o atendessem seguiu rapidamente o seu caminho de volta, carregando consigo uma grande sensação de bem-estar.
- Que magnífica e oportuna surpresa - disse o sapateiro, ao descobrir que na sua porta havia um presente.
Lendo o cartão, ele coçou a cabeça como quem está à procura de alguma coisa.
Finalmente, concluiu com alegria:
- Já sei o que vou fazer. Levarei a franguinha que havia comprado para o meu almoço de hoje, e a darei para a pobre viúva do meu amigo Mendes.
Guardou no forno o peru que recebera e no mesmo vasilhame meteu a franguinha ainda sem assar, também acompanhado do mesmo cartão, deixando tudo na porta da viúva. Esta, ao abri-la, arregalou os olhos diante da tão agradável surpresa.
Lendo o cartão, disse depois de pensar um pouco:
- Levarei o pudim que fiz para a pobre lavadeira, que está meio adoentada.
Ela estava no quintal estendendo roupa e nem viu a viúva entrar, colocar o cesto sobre a mesa e sair.
Quando viu o presente e leu o cartão, ficou também entusiasmada com a idéia e decidiu assar um bolo e levar aos pequenos órfãos do Sr. Bastos.
E assim fez. Tomou-o, foi à casa das crianças e, entrando sem bater, o colocou sobre a mesa, na presença dos três órfãos, dizendo: "Se quiser gozar um dia de Natal muito mais alegre e feliz, reparta com outrem alguma coisa boa."
As crianças, vendo o bolo, ficaram emocionadas e disseram umas para as outras: "Um bolo de verdade para nós. Igualzinho ao que mamãe fazia! Como está cheiroso..."
O mais velhinho dos três, lembrando as palavras da lavadeira, sugeriu cortar uma fatia do bolo e levá-la para o Tonico, que é aleijado, também pobrezinho e que nunca recebe coisas gostosas de ninguém.
Os outros dois concordaram e eles, alegres, saíram levando a fatia para o menino, que passava o dia em sua cadeira de rodas. Entregando o pedaço de bolo, um dos órfãos repetiu para ele: "Se quiser gozar um dia de Natal muito mais alegre e feliz, reparta com outrem alguma coisa boa." Depois, saíram os três.
Tonico foi comendo o bolo e espalhando as migalhas para os passarinhos, que comiam saltitando como a dizer também: "Se quiser gozar um dia de Natal..".
Para quem busca Cristo, sempre é Natal"

Sinead O'Connor - Silent Night

domingo, 21 de dezembro de 2008

NATAl

É noite.
Pelas ruas, vago sem destino.
Luzes, vitrines coloridas, bolas multicor…
Em cada canto, um Pai Natal vende ilusão.
Ansiosa procuro o aniversariante:
Nas lojas, nas árvores iluminadas,
Nos sinos que cantam sem cessar:
“Noite Feliz, Noite Feliz…”
Tudo em vão.
Já cansada, encontro, num cantinho,
Um pobre menino,
Triste, solitário, mal vestido,
A cada um lançando seu olhar,
A cada qual implorando seu presente:
Nem carrinhos comandados,
Nem robôs, nem celulares…
Apenas, tão somente, pede amor.
Só então vejo Jesus que nele habita.

Celina Figueiredo