terça-feira, 9 de setembro de 2008

"ESTOU OUTONO!"..mas eu prefiro Primavera e Verão

"Que me venha o outono:
com suas folhas soltas,
dançando ao vento...
caindo suaves,
fertilizando o solo,
criando idéias,
no meu pensamento.
Que venha esse outono:
de brisa gelada,
folhas amarelecidas,
e avermelhadas.
Pores-dos-sóis lindos,
natureza calada.
Que me venha o outono:
de noites vivas
e estrelas brilhantes.
De lua inspiradora,
que encanta os poetas
e tambémos amantes.
Que me venha esse outono:
Tapete de folhas
enfeitando o chão.
Pensamento sereno,
enchendo de calma...
o meu coração."
.
D.A

sábado, 6 de setembro de 2008

MEL babense

Mel Serrano pelo nome
Do apicultor em questão
Com mel "explorado" em Babe
Melhor não se encontra, não!

Está bom o deste ano, Domingos, "bem doce como o mel" Beijos carinhosos para ti e família.

Mais ruralidade

Vegetação espontânea
Grão de bico já seco

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Dois trintões, charmosos e solteiros.



Bjs para vós.
MTFernandes

Plantas do monte, de jardim ou de interior

Cactos e...
Mais "escovas"

Malmequer ou margarida silvestre?


Trevo de 4 folhas

Manjerico

Não te metas na minha vida "Estevas e escovas" Alfazema
.
Babe, Agosto 2008
.
MTFernandes

Jovens de Babe( Apenas dois aqui...)...há muitos



MTFernandes

Poema:Meninas



Arabela
Abria a janela.

Carolina
Erguia a cortina.

E Maria
Olhava e sorria:
“Bom dia!”

Arabela
Foi sempre a mais bela.

Carolina,
A mais sabia menina.

E Maria
Apenas sorria:
“Bom dia!”

Pensaremos em cada menina
Que vivia naquela janela;
Uma se chamava Arabela,
Outra que se chamou Carolina.

Mas a nossa profunda saudade
E’ Maria, Maria, Maria
Que dizia com voz de amizade:
“Bom dia!”

Cecília Meireles

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Ainda fotos em Babe de Agosto 2008

Baloiçando
A ler Cardos e Quimeras


A regar relva e plantas
Que faria a Helena?
Entrevita par a equipa da TVI
Depois de limparem e enfeitarem a Igreja para um casamento do dia seguinte
A fazer churrasco

A preparar as couves para plantar
.
MTFernandes

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Nessa manhã de Agosto

Nessa manhã da Agosto
Acordada sem querer.
Dormir não conseguia
E fui ver o sol nascer.
.
Do meu posto de vigia
Onde olho o horizonte
Mais vezes ao entardecer
Olho em volta muitos montes.
.
Nesse dia foi diferente
Foi logo de madrugada.
Eu já a observar...
E a aldeia quase parada.
.
Respirei o ar fresco
Com ânsia dum renovar
A poluição de todo o ano
Que apanhamos no ar.
.
MTFernandes

Esperei o sol nascer...




MTFernandes

Do campanário sobre a aldeia ao amanhecer

MTFernandes

DAS ESCADAS PARA O CAMPANÁRIO


MTFernandes

O sino e a sineta

MTFernandes

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Ó sino da minha aldeia

FOTO: Sino de Babe




Ó sino da minha aldeia,
Dolente na tarde calma,
Cada tua badalada
Soa dentro da minha alma.

E é tão lento o teu soar,
Tão como triste da vida,
Que já a primeira pancada
Tem o som de repetida.

Por mais que me tanjas perto
Quando passo, sempre errante,
És para mim como um sonho,
Soas-me na alma distante.

A cada pancada tua,
Vibrante no céu aberto,
Sinto mais longe o passado,
Sinto a saudade mais perto.

Fernando Pessoa

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Menina estás à janela



Para a Leta especial que há neste Planeta!

Homenagem á minha sobrinha e "sósia"

Menina estás à janela
com o teu cabelo à lua
não me vou daqui embora
sem levar uma prenda tua
sem levar uma prenda tua
sem levar uma prenda dela
com o teu cabelo à lua
menina estás à janela
Os olhos requerem olhos
e os corações coraçõese
os meus requerem os teus
em todas as ocasiões
Menina estás à janela
com o teu cabelo à lua
não me vou daqui embora
sem levar uma prenda tua
sem levar uma prenda tua
sem levar uma prenda dela
com o teu cabelo à lua
menina estás à janela
Menina estás à janela
com o teu cabelo à lua
não me vou daqui embora
sem levar uma prenda tua
sem levar uma prenda tu
asem levar uma prenda dela
com o teu cabelo à lua
menina estás à janela.

Tanque, fonte e fontanário

Tanque da Cruz
Fonte de Migra

O Fontanário da Costa
MTFernandes
Adeus, ó fonte da praça,
Bica do chafariz;
Onde deitei o meu laço,
Não me quis vir a perdiz!…

Fotos


domingo, 31 de agosto de 2008

BABE

"Situada a 800 metros de altitude, a leste de Bragança, constitui a porta de entrada do planalto de Lombada. No século XVIII ainda eram visiveis os restos da antiga igreja de S. Pedro, localizada perto de Castrogosa a sul. Por este mesmo local e a sul o castro da Sapeira, passava a estrada romana que de Bragase dirigia a Astorga. algumas estelas funerárias e um marco milenário documentam a romanização desta aldeia. Tem uma capela dedicado a S. Sebastião e outra que foi recuperada em 1991, dedicada a S. José. Babe ficou célebre pelo tratado de Babe, realizado em 26 de Março de 1387, entre D. João I e o Duque de Lencastre..."

TRATADO DE BABE

O Tratado celebrado
Foi para glória da nação
Entre Duque de Lencastre
E o primeiro D. João.
.......................................
E por cá passou também,
Montado no seu corcel,
A Rainha d'Aragão
Que foi Santa Isabel."
.
FAFernandes

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Bom fim de semana babenses:

Residentes e espalhados pelo mundo em especial, para aqueles que neste fim de semana vão fazer longas viagens de regresso aos países ou locais onde trabalham e residem durante o resto do ano.Um abraço afectuoso!

A MINHA ALDEIA



Minha aldeia é todo o mundo.
Todo o mundo me pertence.
Aqui me encontro e confundo
com gente de todo o mundo
que a todo o mundo pertence.
.
Bate o sol na minha aldei
acom várias inclinações.
Angulo novo, nova ideia;
outros graus, outras razões.
Que os homens da minha aldeia
são centenas de milhões.
.
Os homens da minha aldeia
divergem por natureza.
O mesmo sonho os separa,
a mesma fria certeza
os afasta e desampara,
rumorejante searao
nde se odeia em beleza.
.
Os homens da minha aldeia
formigam raivosamente
com os pés colados ao chão.
Nessa prisão permanente
cada qual é seu irmão.
Valência de fora e dentro
ligam tudo ao mesmo centro
numa inquebrável cadeia.
Longas raízes que imergem
todos os homens convergem
no centro da minha aldeia.
.
António Gedeão

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

WONDERFUL WORLD

Saudade de qd nesta descida havia gelo!

MTFernandes
.
No fundo da rua
Junto de amoreiras e uma nogueira
Era a nossa Escola, na altura
A casa no cimo da rua.
Não havia ainda tractores
Nem paralelos no chão.
Mas a pequenada
Animada com gelo
Pegava em giestas
E um de cada vez
Lá se sentava e era puxado por outrem
Na descida até à fonte de mergulho, na altura
Agora tapada
Perto da Escola, de então.
Mas alguns, também
Mesmo sem giestas a proteger
Deslizavam pela rua abaixo
No liso frio do chão gelado,
Cuja brincadeira
Era festa de Inverno
Ali na aldeia alta
Ali... onde vivi e cresci,
Até aos 10 anos!
Infância recordada
.
M. Teresa Fernandes