quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Ainda fotos em Babe de Agosto 2008

Baloiçando
A ler Cardos e Quimeras


A regar relva e plantas
Que faria a Helena?
Entrevita par a equipa da TVI
Depois de limparem e enfeitarem a Igreja para um casamento do dia seguinte
A fazer churrasco

A preparar as couves para plantar
.
MTFernandes

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Nessa manhã de Agosto

Nessa manhã da Agosto
Acordada sem querer.
Dormir não conseguia
E fui ver o sol nascer.
.
Do meu posto de vigia
Onde olho o horizonte
Mais vezes ao entardecer
Olho em volta muitos montes.
.
Nesse dia foi diferente
Foi logo de madrugada.
Eu já a observar...
E a aldeia quase parada.
.
Respirei o ar fresco
Com ânsia dum renovar
A poluição de todo o ano
Que apanhamos no ar.
.
MTFernandes

Esperei o sol nascer...




MTFernandes

Do campanário sobre a aldeia ao amanhecer

MTFernandes

DAS ESCADAS PARA O CAMPANÁRIO


MTFernandes

O sino e a sineta

MTFernandes

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Ó sino da minha aldeia

FOTO: Sino de Babe




Ó sino da minha aldeia,
Dolente na tarde calma,
Cada tua badalada
Soa dentro da minha alma.

E é tão lento o teu soar,
Tão como triste da vida,
Que já a primeira pancada
Tem o som de repetida.

Por mais que me tanjas perto
Quando passo, sempre errante,
És para mim como um sonho,
Soas-me na alma distante.

A cada pancada tua,
Vibrante no céu aberto,
Sinto mais longe o passado,
Sinto a saudade mais perto.

Fernando Pessoa

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Menina estás à janela



Para a Leta especial que há neste Planeta!

Homenagem á minha sobrinha e "sósia"

Menina estás à janela
com o teu cabelo à lua
não me vou daqui embora
sem levar uma prenda tua
sem levar uma prenda tua
sem levar uma prenda dela
com o teu cabelo à lua
menina estás à janela
Os olhos requerem olhos
e os corações coraçõese
os meus requerem os teus
em todas as ocasiões
Menina estás à janela
com o teu cabelo à lua
não me vou daqui embora
sem levar uma prenda tua
sem levar uma prenda tua
sem levar uma prenda dela
com o teu cabelo à lua
menina estás à janela
Menina estás à janela
com o teu cabelo à lua
não me vou daqui embora
sem levar uma prenda tua
sem levar uma prenda tu
asem levar uma prenda dela
com o teu cabelo à lua
menina estás à janela.

Tanque, fonte e fontanário

Tanque da Cruz
Fonte de Migra

O Fontanário da Costa
MTFernandes
Adeus, ó fonte da praça,
Bica do chafariz;
Onde deitei o meu laço,
Não me quis vir a perdiz!…

Fotos


domingo, 31 de agosto de 2008

BABE

"Situada a 800 metros de altitude, a leste de Bragança, constitui a porta de entrada do planalto de Lombada. No século XVIII ainda eram visiveis os restos da antiga igreja de S. Pedro, localizada perto de Castrogosa a sul. Por este mesmo local e a sul o castro da Sapeira, passava a estrada romana que de Bragase dirigia a Astorga. algumas estelas funerárias e um marco milenário documentam a romanização desta aldeia. Tem uma capela dedicado a S. Sebastião e outra que foi recuperada em 1991, dedicada a S. José. Babe ficou célebre pelo tratado de Babe, realizado em 26 de Março de 1387, entre D. João I e o Duque de Lencastre..."

TRATADO DE BABE

O Tratado celebrado
Foi para glória da nação
Entre Duque de Lencastre
E o primeiro D. João.
.......................................
E por cá passou também,
Montado no seu corcel,
A Rainha d'Aragão
Que foi Santa Isabel."
.
FAFernandes

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Bom fim de semana babenses:

Residentes e espalhados pelo mundo em especial, para aqueles que neste fim de semana vão fazer longas viagens de regresso aos países ou locais onde trabalham e residem durante o resto do ano.Um abraço afectuoso!

A MINHA ALDEIA



Minha aldeia é todo o mundo.
Todo o mundo me pertence.
Aqui me encontro e confundo
com gente de todo o mundo
que a todo o mundo pertence.
.
Bate o sol na minha aldei
acom várias inclinações.
Angulo novo, nova ideia;
outros graus, outras razões.
Que os homens da minha aldeia
são centenas de milhões.
.
Os homens da minha aldeia
divergem por natureza.
O mesmo sonho os separa,
a mesma fria certeza
os afasta e desampara,
rumorejante searao
nde se odeia em beleza.
.
Os homens da minha aldeia
formigam raivosamente
com os pés colados ao chão.
Nessa prisão permanente
cada qual é seu irmão.
Valência de fora e dentro
ligam tudo ao mesmo centro
numa inquebrável cadeia.
Longas raízes que imergem
todos os homens convergem
no centro da minha aldeia.
.
António Gedeão

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

WONDERFUL WORLD

Saudade de qd nesta descida havia gelo!

MTFernandes
.
No fundo da rua
Junto de amoreiras e uma nogueira
Era a nossa Escola, na altura
A casa no cimo da rua.
Não havia ainda tractores
Nem paralelos no chão.
Mas a pequenada
Animada com gelo
Pegava em giestas
E um de cada vez
Lá se sentava e era puxado por outrem
Na descida até à fonte de mergulho, na altura
Agora tapada
Perto da Escola, de então.
Mas alguns, também
Mesmo sem giestas a proteger
Deslizavam pela rua abaixo
No liso frio do chão gelado,
Cuja brincadeira
Era festa de Inverno
Ali na aldeia alta
Ali... onde vivi e cresci,
Até aos 10 anos!
Infância recordada
.
M. Teresa Fernandes

Onde as vacas vão beber, um dos tanques da aldeia


MTFernandes

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Que lindo sorriso!

Os tomates eram bons, garanto.
E os olhos azuis da D. M. Teresa que agora estão semi cerrados são dum azul maravilhoso...MEMÓRIA DA MINHA INFÂNCIA. BJS AMIGA . Com carinho da filha de sua madrinha adoptiva.
.
Teresinha

Memorias de Tras-os-Montes

terça-feira, 26 de agosto de 2008

O monumento aos combatentes

MTFernandes
Consta o nome de todos os que participaram em França na 1ª Guerra Mundial-

O Senhor Manuel estaciona o tractor


Em menos de meio século!

Eram burros e burricos
Muitas vacas e ovelhas
Trabalho de sol a sol
Cavalos ...coisa pouca!
Era a agricultura:
Cereais, batatas e castanhas
Criação de animais domésticos
Actividades agro pastoris...
.
Agora, jumentos, poucos
Tractores ainda bastantes
O que há mais,
Em meio de transporte
São as moto4,
Lá na nossa aldeia!
Menos trabalho
Por aqueles montes
Apenas nas hortas
Que ficam mais perto.
Cada um por si
Sem a torna jeira
Isso acontecia
Com muita canseira!
.
M.Teresa Fernandes

ARRE BURRO...TOQUE

QUEM NAO SE LEMBRA!

A Moleirinha

Pela estrada plana, toque, toque, toque
Guia o jumentinho uma velhinha errante
Como vão ligeiros, ambos a reboque,
Antes que anoiteça, toque, toque, toque
A velhinha atrás, o jumentinho adiante!...

Toque, toque, a velha vai para o moinho,
Tem oitenta anos, bem bonito rol!...
E contudo alegre como um passarinho,
Toque, toque, e fresca como o branco linho,
De manhã nas relvas a corar ao sol.

Vai sem cabeçada, em liberdade franca,
O jerico ruço duma linda cor;
Nunca foi ferrado, nunca usou retranca,
Tange-o, toque, toque, moleirinha branca
Com o galho verde duma giesta em flor.

Vendo esta velhita, encarquilhada e benta,
Toque, toque, toque, que recordação!
Minha avó ceguinha se me representa...
Tinha eu seis anos, tinha ela oitenta,
Quem me fez o berço fez-lhe o seu caixão!...

Toque, toque, toque, lindo burriquito,
Para as minhas filhas quem mo dera a mim!
Nada mais gracioso, nada mais bonito!
Quando a virgem pura foi para o Egipto,
Com certeza ia num burrico assim.

Toque, toque, é tarde, moleirinha santa!
Nascem as estrelas, vivas, em cardume...
Toque, toque, toque, e quando o galo canta,
Logo a moleirinha, toque, se levanta,
Pra vestir os netos, pra acender o lume...

Toque, toque, toque, como se espaneja,
Lindo o jumentinho pela estrada chã!
Tão ingénuo e humilde, dá-me, salvo seja,
Dá-me até vontade de o levar à igreja,
Baptizar-lhe a alma, prà fazer cristã!

Toque, toque, toque, e a moleirinha antiga,
Toda, toda branca, vai numa frescata...
Foi enfarinhada, sorridente amiga,
Pela mó da azenha com farinha triga,
Pelos anjos loiros com luar de prata!

Toque, toque, como o burriquito avança!
Que prazer d'outrora para os olhos meus!
Minha avó contou-me quando fui criança,
Que era assim tal qual a jumentinha mansa
Que adorou nas palhas o menino Deus...

Toque, toque, é noite... ouvem-se ao longe os sinos,
Moleirinha branca, branca de luar!...
Toque, toque, e os astros abrem diamantinos,
Como estremunhados querubins divinos,
Os olhitos meigos para a ver passar...

Toque, toque, e vendo sideral tesoiro,
Entre os milhões d'astros o luar sem véu,
O burrico pensa: Quanto milho loiro!
Quem será que mói estas farinhas d'oiro
Com a mó de jaspe que anda além no Céu!

(Guerra Junqueiro)

domingo, 24 de agosto de 2008