domingo, 24 de agosto de 2008
sábado, 23 de agosto de 2008
Trevo de quatro folhas
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
Flor babense
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Trazida hoje para Zira que tem mantido o blog em movimento. Obrigada simpática amiga e colaboradora.Beijicos.
Babe, capital da Moto4
Agricultores de Babe viram motoqueiros
2008-08
Os habitantes de Babe renderam-se às motos de quatro rodas. Em cerca de 10 anos o número de veículos aumentou de três para perto de 70. São poucas as famílias de Babe que não têm uma moto-quatro.
Alguns usam-na para passear, outros simplesmente não quiserem ficar atrás do vizinho e outros dão-lhe novos destinos nas tarefas agrícolas. Só num ano foram compradas cerca de 30 motos na freguesia de Babe, Bragança.
A onda das M4 começou, mais ou menos, há 10 anos e desde então tem sido uma corrida desenfreada à sua aquisição. Manuel António Fernandes, de 55 anos, foi dos primeiros a aderir à moto. O raio do "bicho" como que o enfeitiçou. "Encanta logo", confessou ao JN. A sua moto não tem descanso, desde que a esposa aprendeu a manejá-la, nunca mais parou, pois Isabel Fernandes faz dela as suas pernas.
"Vai buscar comida para os animais, vai regar e buscar os animais ao lameiro", conta o marido. Afinal, a moto é melhor do que um burro, porque não come todos os dias e só gasta quando é usada.
Manuel António Fernandes garante que Babe é a aldeia que tem mais M4 na região e quem sabe no país. "Aqui se um tem o outro também quer ter", admite.
Isabel Fernandes é que nunca imaginou que haveria de ser uma motoqueira, e das mais originais, é que em vez de fato de cabedal e botas usa muitas vezes chinelos e avental. A agricultora aderiu à moto e para já está satisfeita, apesar de não consumir pouco. Num instante se desloca à horta ou ao lameiro mais distante, transporta nabiças, beterrabas e feno. Já quase nem concebe a vida sem a moto. "A moto é as minhas pernas, vou para todo o lado nela", deslinda a agricultora.
Não é vulgar ver mulheres a conduzir motos em Trás-os-Montes, e muito menos ver agricultoras apaixonadas por tal transporte. Com esta idade é mesmo caso único.
Nunca tinha andado. A primeira vez foi complicado, mas aprendeu graças à persistência do filho. "A primeira vez que andei foi difícil. Eu só gritava", recorda. O filho é que não esteve para meias medidas e teimou, chegando a levá-la para uma grande ladeira, a fim de ela perder o medo: " Bô, cuidei que era o meu último dia", reviveu com o seu sotaque da Lombada. A teimosia do filho levou a melhor e "devagarico, devagarico lá comecei a conduzir".
terça-feira, 19 de agosto de 2008
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
De um lado terra, doutro madeira...Miguel Torga

De um lado terra, doutro lado terra;
De um lado gente; doutro lado gente;
Lados e filhos desta mesma serra,
O mesmo que os olha e os consente.
O mesmo beijo aqui; o mesmo beijo além;
Uivos iguais de cão ou de alcateia.
E a mesma lua lírica que vem
Corar meadas de uma velha teia.
Mas uma força que não tem razão,
Que não tem olhos, que não tem sentido,
Passa e reparte o coração

