terça-feira, 7 de outubro de 2008

Alheiras receita caseira!

Ingrediente Principal: Pão



Ingredientes
Pão de trigo caseiro: 1 kg
Carne de vaca: 200 gr
Presunto: 150 gr
Galinha caseira gorda: 1/2
Ossos de porco: q.b.
Alhos: 1 cabeça
Colorau: 1 colher de sopa
Salsa: 1 ramo
Tripa seca para enchidos: 1
Toucinho: 200 gr
Sal q.b.
Preparação
Coza todas as carnes e os ossos de porco em água suficiente para as cobrir, de modo a obter um caldo gordo e forte. Adicione os alhos descascados, a salsa e o sal. À medida que as carnes forem ficando cozidas, retire-as e desfie-as muito bem; esmague a parte gorda do toucinho e desfie a carne, podendo o courato ser picado com a faca.
Demolhe e lave muito bem a tripa seca. Corte o pão em fatias finas para um alguidar. Quando as carnes estiverem todas cozidas, regue o pão com o caldo quente e tape-o com um pano durante alguns minutos; depois desfaça muito bem o pão com uma colher de pau e, junte-lhe as carnes desfiadas e o colorau, mexendo bem. Se estiver muito rijo, junte-lhe um pouco de caldo. Rectifique os temperos e encha a tripa enquanto o recheio está quente.
Vá enchendo, atando e cortando as alheiras com 15 cm de comprimento. Não se esqueça de as atar bem nas pontas. Depois de prontas, convém deixá-las no fumeiro se possível, durante 4 ou 5 dias.
Depois e só comer mas nunca com arroz nem batatas fritas mas sim uns bons legumes!
BOM APETITE

Babe

Nesta terra eu nasci
Já não é novidade
E nela eu me atrevi
A desafiar o trovejar,
Além de coisas outras
Da natureza em geral
Numas me dei bem
Noutras, mal, por sinal.
Mas com mazelas fisícas
Desses desafios...
Ficou a força de lutar
Para "avançar"na maré
Quehá tempos me fez parar
Ainda sem querer...
.
Mas a vida não perdoa
E o desgaste de anos
De complexidade tamanha
Reflecte-se agora.
Implacavelmente!!!
.
M. Teresa Fernandes

sábado, 4 de outubro de 2008

caminho

Agora que o silêncio é um mar sem ondas,
E que nele posso navegar sem rumo,
Não respondas
Às urgentes perguntas
Que te fiz.
Deixa-me ser feliz
Assim, Já tão longe de ti como de mim.
Perde-se a vida a desejá-la tanto.
Só soubemos sofrer, enquanto
O nosso amor Durou.
Mas o tempo passou,
Há calmaria...
Não perturbes a paz que me foi dada.
Ouvir de novo a tua voz seria
Matar a sede com água salgada.

Miguel Torga

domingo, 28 de setembro de 2008

Notícia insólita

"Um homem que não existe
É um caso, no mínimo, insólito. Nas Quintas de Valprados, próximo de Bragança vive um homem de 81 anos que “não existe”. Benjamin Manuel Fidalgo nasceu em Portugal e não tem Bilhete de Identidade, nem nenhum documento que o identifique. Só tem cartão de eleitor e da Caixa de Providência. O homem mostra-se desesperado porque já há quase uma década que está a tentar tirar o Bilhete de Identidade e não consegue. "
.
RBA, Bragança

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Perspectiva




Olho a sebe dos versos que plantei
Ao longo do caminho dos meus dias:
Tristezas e alegrias,
Enlaçadas
Como irmãs vegetais.
Silvas e alecrim...
O pior e o melhor que havia em mim
Num abraço de arbustos fraternais.
Nada quero mudar dessa harmonia
De agruras e doçuras misturadas.
Pasmo é de ver a estranha maravilha.
Poeta que partilha
O coração magoado
Por presentes e opostas emoções
Contemplo, deslumbrado,
O arenque de vivências do passado,
Longo poema sem contradições.

- Miguel Torga

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Transmontanices


"Um sonho em jeito de barco

Numa pedra em mim

E o silêncio interrompido de uma aurora

O cheiro a urze e a alecrim."

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Ruinas


Se é sempre Outono o rir das Primaveras,
Castelos, um a um, deixa-os cair...
Que a vida é um constante derruir
De palácios do Reino das Quimeras!

E deixa sobre as ruínas crescer heras,
Deixa-as beijar as pedras e florir!
Que a vida é um contínuo destruir
De palácios do Reino das Quimeras!

Deixa tombar meus rútilos castelos!
Tenho ainda mais sonhos para erguê-los
Mais alto do que as águias pelo ar!

Sonhos que tombam! Derrocada louca!
São como os beijos duma linda boca!
Sonhos!... Deixa-os tombar... Deixa-os tombar.

Florbela Espanca

Ai quem me dera(música)

domingo, 21 de setembro de 2008

Quem me dera


Quem me dera
Quem me dera que a minha vida fosse um carro de bois
Que vem a chiar, manhãzinha cedo, pela estrada,
E que para de onde veio volta depois
Quase à noitinha pela mesma estrada.

Eu não tinha que ter esperanças — tinha só que ter rodas...
A minha velhice não tinha rugas nem cabelo branco...
Quando eu já não servia, tiravam-me as rodas
E eu ficava virado e partido no fundo de um barranco.

(O Guardador de Rebanhos - XVI)

sábado, 20 de setembro de 2008

Uma foto

Casa de babe desabitada...dessa trepadeira eu não consegui fazer pegar junto da minha casita de lá...nem a trapadeira quis ser repartida apesar do dono ter dado de boa vontade!

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

A Terra---MIGUEL TORGA


A Terra

Também eu quero abrir-te e semear
Um grão de poesia no teu seio!
Anda tudo a lavrar,
Tudo a enterrar centeio,
E são horas de eu pôr a germinar
A semente dos versos que granjeio.

Na seara madura de amanhã
Sem fronteiras nem dono,
Há de existir a praga da milhã,
A volúpia do sono
Da papoula vermelha e temporã,
E o alegre abandono
De uma cigarra vã.

Mas das asas que agite,
O poema que cante
Será graça e limite
Do pendão que levante
A fé que a tua força ressuscite!

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

O CHEIRO DOS DIAS





Os nossos dias são de cheiro,
que é mesmo de admirar

Há dias que cheiram a limoeiro,
o que é de espantar

Outro dias cheira a Pinheiro,
esses são mais de aceitar

Outros dias de Dinheiro,
nesses ninguém vai acreditar

E de outros dias de cheiros, podemos falar
onde alguns agradáveis são, ou não

Mas os dias de cheiros que mais gostas,
são os que dizem mais do coração

Porque os dias de cheiros ao amor,
esses, dias não tem

Eles, os dias de cheiros até podiam ter cor,
e algum sabores também

Mas os dias que cheiram aos teus lábios,
os meus eles adoçam

Aqueles dias de cheiros dos beijos muito sábios,
nos meus eles roçam

Ainda há os dias de cheiros a natureza,
que até trazem muitas cores

Eles, os dias de cheiros vem com toda a beleza,
cheirar teus lábios de sabores

Assim os dias, em tudo tem cheiro,
e nós muitos amores

Os cheiros dos dias não são feios,
nem nossos lábios tem pudores

Sempre nos dias que tem cheiros,
brotam todos seus odores

Os dias tem muitos cheiros?
Tem sim senhor

de: fernando ramos