Pensa , pensa no que pensas.quinta-feira, 31 de julho de 2008
terça-feira, 29 de julho de 2008
segunda-feira, 28 de julho de 2008
Recordações sentidas
Bricadeiras da infância,
Sentimentos positivos
Chegaram num instante:
O jogar as pedrinhas
Os jogos de roda também,
Subir a algumas árvores
Correr até mais além.
Era o jogo da macaca
E com bonecas as brincadeiras
Feitas por nós com trapos
Que nos davam as costureiras.
Contávamos as estrelas
Nas noites de Verão
Procurávamos pirilampos
Sem candeia nem lampião.
Com galhos secos batia-se
Nos morcegos que passavam
E as estrelas cadentes
Nossa magia inspiravam.
Naquele largo dos fiadeiros
Da rua da Igreja...até à Costa
Indo até à fonte ...mas só de dia
Se via claro, naqueles monte.
.
M. Teresa Fernandes
sexta-feira, 25 de julho de 2008
Grupo babense
Já passou o floclore
quinta-feira, 24 de julho de 2008
DURANTE DOIS DIAS VOU ACORDAR COM ESTE SOM! OUÇAM
DEPOIS OS GRILOS ME IRÃO EMBALAR.....
ESTÃO BABADOS....!
ISTO SÃO FERIAS NO CAMPO
BOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!
Um filho da terra escreveu....!
Há ninhos e ovos frescos nos silveiros
E espreitamos as fêmeas a chocar.
Passamos pela sebe entrelaçada, ainda o sol aquece.
De mão dada com a tarde caminhamos:
O sol cederá lugar no trono, breve, à irmã lua.
Olhamos intensamente e sorvemos, livres, o derradeiro sol
E o prateado luar nascente.Foi para isso que os deuses nos fizeram.
Nesse tempo,
Da guerra não conhecíamos, ainda, o horror,
Nem dos massacres em parte incerta.
Sabíamos apenas dos melros, dos tordos, dos ninhos
E ovos
Essa paz, queríamos imitar.
De: Jorge Marrao
terça-feira, 22 de julho de 2008
Na aldeia de Palácios
A população da pequena aldeia de Palácios, em Bragança, onde apenas restam 24 casas habitadas, vai tirar os trajes tradicionais das arcas para se vestir a rigor para o Festival de Música e Tradição da Lombada, que decorre nos próximos dias 25, 26 e 27
Bragança
Festival de Lombada recria tradição durante três dias
A população da pequena aldeia de Palácios, em Bragança, onde apenas restam 24 casas habitadas, vai tirar os trajes tradicionais das arcas para se vestir a rigor para o Festival de Música e Tradição da Lombada, que decorre nos próximos dias 25, 26 e 27
segunda-feira, 21 de julho de 2008
| Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver no Universo... Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer Porque eu sou do tamanho do que vejo E não, do tamanho da minha altura... Nas cidades a vida é mais pequena |
domingo, 20 de julho de 2008
A cordeirita ja deve estar grande
Uma cadela que guarda ovelhas está a amamentar uma cordeira na aldeia de Babe, concelho de Bragança.
A Caravela, assim se chama a cadela-pastora, está a criar uma cordeira como se fosse sua filha. A cachorra foi mãe no mesmo dia em que nasceu a cordeira, que, nessa noite, se perdeu no campo. Mas, para espanto do proprietário do rebanho, na manhã seguinte, a cordeira estava junto à cadela, que a tinha encontrado e nunca mais a largou.
“A cordeirinha ficou-se a dormir amarradinha e não foi capaz de a ver. Quando a encontrei no outro dia de manhã estava deitada ao pé da cadela”, recorda o dono do rebanho, Mário Ferreira, acrescentando que a cadela não mais largou a cordeira. Até que, inesperadamente, a começou a amamentar como se fosse a sua progenitora. A cordeira também não se fez rogada. “Começou a mamar e, até hoje, continua a fazê-lo”, explica o pastor, acrescentando que a cordeira acabou mesmo por rejeitar a mãe biológica “Ainda tentámos, duas vezes, que mamasse, agarrando a ovelha, mas não a queria”, afirma Mário Ferreira.
Segundo a mulher, Isaura Pires, o pastor “até andava para dar a cadela”. “Mas agora nem que lhe dessem 500 euros a tirava daqui”, afirma Mário Pereira.
Por causa desta história, os pastores criaram tamanha afectividade com os animais que nem a cordeira vão vender. A “perdida”, assim lhe chamam, vai crescer para se tornar numa ovelha.
terça-feira, 15 de julho de 2008
Museus rurais Babe Caravela e Palácios
Para além dos objectos centenários, são as histórias da população idosa que encantam os turistas |
domingo, 13 de julho de 2008
terça-feira, 8 de julho de 2008
quarta-feira, 2 de julho de 2008
Via romana de S.Tiago de Compostela

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terça-feira, 17 de junho de 2008
Freguesia de Babe
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Situada a 800 metros de altitude, a leste de Bragança, constitui a porta de entrada do planalto de Lombada. No século XVIII ainda eram visiveis os restos da antiga igreja de S. Pedro, localizada perto de Castrogosa a sul. Por este mesmo local e a sul o castro da Sapeira, passava a estrada romana que de Bragase dirigia a Astorga. algumas estelas funerárias e um marco milenário documentam a romanização desta aldeia. Tem uma capela dedicado a S. Sebastião e outra que foi recuperada em 1991, dedicada a S. José. Babe ficou célebre pelo tratado de Babe, realizado em 26 de Março de 1387, entre D. João I e o Duque de Lencastre.
![]() | LÁPIDE ROMANA DE BABE Babe e uma povoação que fica a cousa de 12 kilometros a nordeste e a cavalleiro de Bragança. Vista d'esta cidade faz lembrar o acampamento de um posto destacado, destinado a vigiar a raia, que corre para norte a pouco mais de uma legua. Foi caminho seguido nas diversas entradas que se fizeram por este lado durante as guerras com o vizinho reino; e a sua situação e posição dominante prestam-se á observação de um vastissimo horizonte, dando a este ponto condições excepcionaes de exploração longinqua. Figura já na nossa historia, pelo tratado que nella fez em 26 de Março de 1387 D. João I com o Duque de Alencastro, pelo qual este cedia todos os direitos eventuaes que tinha sobre Portugal. Parece mesmo que, durante o dominio romano, foi uma estação importante, segundo se deprehende da grandeza do seu castro e dos restos nelle encontrados, entre os quaes avulta a lapide funeraria, desconhecida até hoje, de que o presente desenho é cópia fiel. A lapide é de marmore manchado, e tem de altura 0m,84, de largura 0m,38 e de espessura 0m,06. O corpo das letras é de 0m,03 e distinguem-se perfeitamente as indicadas no desenho que tem a mesma disposição, configuração e correspondencia que na lapide. Na 4.ª linha ha vestigios de AL depois de EQVITI; as duas últimas lettras d'esta linha parecem serem II • P; temos pois: EQVITI AL(ae) II... Na parte inferior do monumento vê-se um baixo-relêvo com vestigios de tres figuras. Albino Pereira Lopo |
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| Babe/Bragança e a sua história Babe, freguesia do concelho de Bragança, situa-se a Nordeste da sede de concelho, no denominado alto da Lombada e dista de Bragança 12 Kms. Com os seus 398 habitantes, distribuidos por 131 famílias e 168 alojamentos, Babe remonta a épocas ainda pouco definidas. Em todo o caso, podemos afirmar, com toda a segurança, que a sua existência é muito antiga, como aliás havemos de referir mais adiante. Mas a sua importância afirma-se pela Comenda, trazida por Domingos de Morais Madureira Pimentel, fidalgo da Casa-Real que casou em Bragança com D. Luisa Caetana de Mesquita, seu 1º Comendador. E tal era o seu tamanho territorial, que El-Rei D. Sebastião por sua ordem mandou dividir em duas: - a de S. Pedro de Babe e a de Nossa Senhora de Gimonde, como pedira o Duque D. Teodósio, em obediência a uma Bula do Papa, com data de 4 de Maio de 1561. E se é verdade que este comendador terá sido um dos notáveis desta terra, outros houve como Júlio Pires de Castro, nascido nesta povoação a 11/Novembro/1814. Escreveu várias obras e leccionou latim em Bragança com grandes créditos de competência, enquanto aqui viveu. Recuando no tempo, convém dizer que a Comenda de S. Pedro de Babe tinha um rendimento de 250.000 réis, conforme Diogo Nunes. Quanto à reitoria que também foi, o seu rendimento era de 44.000 réis, posto à disposição da Sua Alteza Real, durante a Restauração de Portugal, como adiante havemos de referir. Durante a fase posterior à guerra de Aclamação, muitos foram os contributos para restaurar o país, pelo que Babe, na pessoa de António Alurez de Magalhães, ofereceu, para as presentes necessidades de Sua Magestade, 20.000 réis, que era o salário que obteria pelo dia de S. João, bem como ainda deu poder bastante para cobrar dos comendados ou rendeiros das Comendas de Babe, e se necessário tudo o que tenho venderei e darei de salário todos os anos, enquanto viver, já que eu, António Alurez, me sustentarei com o pé do altar, feito nesta terra. Mas Babe está ligada à nacionalidade através do Tratado de Babe. Em dada altura da nossa história, D. João, Rei de Portugal, ofereceu auxílio ao duque de Alencastre, João de Gaudi, para provocar a divisão das forças e tropas de Castela. É assim que o Inglês desembarca na Corunha, seguindo depois para Melgaço, onde se avistou com D. João. Nesse encontro estipularam as condições do auxílio que, à boa maneira inglesa, comportava o casamento de uma das suas filhas, já que com ele trouxe duas, vindo a casar a última em Espanha, para firmar outro acordo, de nome Filipa, com o nosso rei D. João. Enquanto as tropas do Duque Inglês seguem para Bragança, consoma-se na cidade do Porto o dito casamento, após o qual o nosso rei haveria de juntar as suas tropas às de Alencastre, hospedado no Mosteiro de Castro de Avelãs. Mas esta demora foi tal que se diz que o Duque resolveu seguir com o seu exército, no momento em que chega a boa nova da chegada do Rei. Com as tropas do Duque em marcha, seguem na direcção de Babe, onde aguardam pelas do Rei D. João. É então que, durante esta pausa, o refinado Duque negoceia aquele que seria o Tratado de Babe, que obrigava o dito Duque a abdicar de quaisquer direitos que pudesse vir a ter sobre a corôa portuguesa. Diz-se que a Lombada nunca teria estado tão engalanada, já que foram milhares os homens que por ali acamparam, distinguindo-se de entre eles, o Santo Condestável. Deste acordo, mais uma vez Portugal pouco lucrou, já que o Duque inglês, após ter casado as filhas como já referimos, mais nada aconteceu e muito menos a tal divisão das forças castelhanas, há por isso quem afirme até que outra coisa não queria o Duque, que não fora casar as filhas. Chegados aqui, é tempo de falarmos das origens desta bonita e maravilhosa aldeia a quem chamam de "Varanda da cidade". O Castro de Babe ou Castro da Sapeira, nome ainda hoje usado, fica a 2,5kms a sudoeste da povoação e situa-se no cume de um outeiro inacessível a Nordeste. Tem de área 350x150 metros, é cercado por muro de pedra solta e nas partes falhas de defesa natural por três parapeitos e respectivos fossos, distanciados entre si de 54x150x320 metros. Tinha duas portas, uma a Sul e outra a Sueste. Mas no extremo do seu termo, outro castro há, a raiar com Milhão, a Castragosa, assim se chama, e perto dele as ruínas da igreja de S. Pedro, onde apareceram lápides funerárias que se encontram no Museu Abade de Baçal em Bragança. Uma delas apareceu debaixo do altar da capela, que só depois de várias peripécias e das diligências do reitor de Babe, Padre Francisco Manuel Pires, veio para o museu na sede de Concelho. À semelhança da maioria das aldeias de Bragança, Babe foi terra de minérios, tais como, as pirites de ferro, uma mina de chumbo e uma mina de manganês, situada entre o termo de Babe e Caravela, criada por decº de 8/Abril/1880, DG de 6/Outubro/1876. Comercialmente e industrialmente, Babe foi conhecida por todo o Trás-os-Montes, entre outros, pela fama das suas facas de bolso e cozinha, feitas por ferreiro com altos conhecimentos, segundo afirma o Abade de Baçal na sua obra do mesmo nome. E ainda segundo este autor vamos à origem etimológica de Babe. Babe, Babi nas inquirições, tiradas pelo ano de 1258, quer dizer em árabe "portinha", mas porta, também pode derivar de Babon. Por sua vez, Babius, foi nome de poeta romano, donde também podia provir Babe. Já sob o ponto de vista militar, Babe é realmente uma portinha, relativamente ao lado de Bragança, enquanto pelo lado de Miranda, Babe apresenta fácil entrada ao invasor. O toponímio Babão é frequente, enquanto Babilon é apelido de uma família portuguesa do séc. XIII. Deste modo, não é fácil dizer qual a origem do nome, embora não custe acreditar na origem romana do seu topónimo. Para terminar e dado que a sua etnografia é rica, aqui lhes deixamos o convite para visitar o Museu Etnográfico de Babe. Quanto ao términus deste apontamento, porque não fazê-lo com a quadra que se segue: Adeus, ó fonte da praça, Nota: apontamento feito com a ajuda da obra do Abade de Baçal. |
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