quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

DIA NUBLADO



Dia nublado ...
De água ameaçado
No planalto lombardense
Ao longo da caminhada
Esperava no meu rosto
A chuva anunciada.
.
Mas ficou sem cair
A chuva daquele dia.
Eu pensava e caminhava
Via e observava ao longe.
.
As nuvens iam passando.
Raios de Sol espreitavam
Com brilho que já batia
E o meu coração pulsando.
.
M. Teresa Fernandes

Manhã Gelada

Naquela manhã gelada
Mas de sol radioso
Estava tudo bem alvo
Panorama harmonioso.


Em frescura atenuante
Dos sonhos da noite fria
Era olhar aquele alvor
E sentir mais alegria.

Pelo branco natural
Do gelo da madrugada.
Um caminhar solitário
Em montanha bem gelada.

Saudando meu confidente
Bem branco lá nas alturas.
Fiquei mais confiante...
Esquecendo as agruras.

Da vida longe dali...
Em brumas e nevoeiros
Num mundo urbanizado
Sem gelo, nem castanheiros.

Como aquele meu confidente
Dos tempos de meninice.
Ali estava inerte...
Afagando com meiguice.


M.Teresa Fernandes

domingo, 13 de janeiro de 2008

Obrigada à Direcção do Centro Recreativo de Mafamude; Gaia


Dia Sábado, 19 de Janeiro - 2008
16h00
Apresentação do livro(2ªsessão)

Cardos e Quimeras

Autora: Maria Teresa Fernandes
Editorial100

Local:
Centro Recreativo de Mafamude
.
R. Pinto Aguiar 351 Vila Nova de Gaia 4400-252 VILA NOVA DE GAIA
.
Gracias Diego!!!Abraço ternurento.

sábado, 12 de janeiro de 2008

Desviei do h5 linda motoqueira babense

Bjs

Poema de Alzira Marrão

BABE HORIZONTE DE MAGIA
.
É um lugar mágico
Aquele que em menina
Sonhava sair umDia...
Olhava a linha do horizonte
E sonhava...
Subir aquela serra
Ahh! Era fantástico...
Descobrir o que do outro lado
Estava...
Um dia aconteceu a serra fui
Subir.
Mas,minha ansiedade aumentou
Pois a serra continuou
E eu fiquei sem
Descobrir
O que existia para lá da serra
E da outra aSeguir.
Um dia lá vou eu
Ampliar meu horizonte
Mas a menina sonhadora
Depressa compreendeu
Que o horizonte que sonhava
É mais limitado que o meu
Em tempos de menina

.Mª ALZIRALisboa 16-09-90

domingo, 6 de janeiro de 2008

sábado, 5 de janeiro de 2008

Tradições e recordações


Babe...bem lá no alto
Avistando-se de Bragança
Quem à aldeia se deslocar
Pode dar com festança.
Em muitas épocas do ano,
Natal, Corpo de Deus...
E quase o Verão inteiro
(aos Domingos)!
Aí por toda a Alta Lombada.
.
Mas o que recordo mais ainda
É a música dos gaiteiros
Com que começavam as festas
No Natal, com os rapazes solteiros,
Dando voltas á aldeia
Sempre bem perfilados
Desde a alvorada ao rancho dos pratos
E os que não fossem eram multados.
(Ainda são ao que me é dado saber)
Assim iam para a missa,
E depois almoço de vitela
Em que só rapazes entravam.
(Continuando o mesmo)
Vindo depois o profano
Em que toda a gente participa
É ano após ano...
Sem perder a tradição.
Mas..
Agora há outras músicas
Para animar cada festança
Vai gente dos arredores
E da cidade de Bragança.
( A deslocação é também mais fácil
a altura eram raros os automóveis)
.
Este ano não assistindo
Com pena eu fiquei
Como não estou nos Reis
A tradição não viverei
Presencialmente.
Mas como os figos secos
É as nozes do mercado.
As alheiras estão longe
As roscas (de pão)
Arrematadas em dia de Reis
Acho que me guardarão
(Agora há arcas frigoríficas.)
Na minha infância não era possível
Claro que não...
Nem electricidade havia.
Mas ficou na memória
A época natalícia
( de 24 de Dezembro a 6 de Janeiro)
.
M.Teresa Fernandes, V. N.Gaia, 5 de Janeiro de 2007

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Cara amiga Alzira


1º ...Votos de que tenhas começado 2008 com o pé direito, boooooooo;)
2º...Foi uma alegria para mim em saber que descobriste o blogue dedicado a Babe e aos babenses..Não sei se já entraste no meu Docetere que é variado, mais do que este e mais antigo...com um anito , acho .......Este http://docetere.blogspot.com/ .


3º- Em Novembro passado doi Editado o meu 1º livrito de poemas "Cardos e Quimeras" pela Editorial100...senti a falta das e dos amigos de infância naquele dia mas como estaamos espalhados pelo País , pelo Mundo era complicado sonhar em ter-vos comigo num dia que não de muita felicidade, pois essa voou há muito mas dia diferente na minha rotina solitária.


4ºEstás mesmo bem? E todos os outros da família mais próxima ou conhecidos da terra e que encontras aí?...De Verão a Verão é muito tempo e mesmo nessa época nem sempre há encontro com tempo necessário para saber como está cada pessoa....Individalismo do 3º milénio a aumentar, crise social a nem sempre deixar estar com disposição...


Tens espaço na net com os teus poemas? Tens messenger ligado com o teu endereço?


Adiciona sff por mitefernandes@hotmail.com.

Doces abraços, bem lombardenses, bem bem babenses

Uma rosa para ti com o carinho de sempre.
M. Teresa

sábado, 29 de dezembro de 2007

Vi a minha Lombada

Vi a minha Lombada.
Coberta de neve fria.
Com brancura de pasmar
Ai como eu a sentia!

Como se fosse ao vivo
E não só pela televisão.
Fiquei cheia de saudade
De quando a pegava à mão!

Jogava com os amigos.
E de neve bonecos fazia
Eram dias diferentes...
Naquela região bem fria.

Nos gelos de cada Inverno
No tempo da minha infância.
A contrastar com o calor...
Do Verão e da festança.

Que muita vez se fazia.
Animando toda a aldeia.
Era música e bailarico.
Mesmo à luz da candeia.

Mas a neve de agora.
Mesmo vista na distância.
Deu-me alento e saudade.
Desse tempo da infância.
.
Maria Teresa

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Festa de Santo Estêvão em Babe

Hoje, dia de Santo Estevão
Festeja-se na minha aldeia
Padroeiro da Mocidade
Com folia verdadeira.
Vinda já por tradição
De tempos imemoriais
Os rapazes da aldeia
Não a esqueceram mais.
Passando por gerações
O religioso e profano
Festejados os solteiros
Neste ano, após outro ano
.........................
M. Teresa

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Natal da Minha Infãncia

NATAL DA MINHA INFÂNCIA
Como era diferente naquele tempo!!! Não havia conhecimento de outro mundo para comparar. Mas o Natal, época fria, naquela lombada trasmontana não tinha árvore de Natal, pois esse costume ainda não tinha sido introduzido, aquando da minha infância...Nem luz eléctrica muito menos luzinhas de Natal, salvo as velas que punham na igreja junto ao presépio, onde o Menino Jesus era colocado destacadamente. A seu lado Nossa Senhora e São José, com a vaca e o burrinho na rectaguarda e muitas outra figuras de barro sobre aquele musgo natural, o pastor, as ovelhas, os Reis Magos....Como achava interessante aquele presépio da igreja da minha aldeia!!!
Em casa já havia quem fizesse também mas mais pequenino e com pequenas figurinhas. Alguns somente, pois nem todos tinham dinheiro para as comprar na cidade mais próxima. Valia pela festa comunitária que a Mocidade fazia.
Desde o dia 24 à noite que se ouvia o som da gaita-de-foles e o toque de bombos e caixas, anunciando aos rapazes solteiros a partir dos 13/14 anos que teriam dois dias de festa rija pela frente. O religioso e o profano misturavam-se pois, numa amálgama de tradições e emoção...Mesmo agora festejam por lá «As festas da mocidade».Apenas os homens...Ainda!!! Mas as raparigas já fazem convívio semelhante na noite da passagem de ano desde há anos para cá.
Mas a minha maior ansiedade virava-se, não tanto para a ceia especial com batatas, couves, bacalhau e polvo cozidos, acrescidos de muita doçaria: filhós rabanadas e aletria ou arroz doce. A minha preocupação virava-se especialmente para o facto de a casa onde vivia não ter chaminé. Não havia ali o hábito e a fantasia do Pai Natal. Quem deixaria algo nos sapatinhos era o Menino Jesus que entraria pela chaminé. Na falta dessa bem olhava a ver qual seria o buraco da casa onde o Menino podia entrar. Que ansiedade!!! E os sapatos lá ficavam...E os mais velhos deixavam-nos dormir para colocarem lá uns rebuçados, pois que era já motivo de grande festa naquele mundo e naquela época. E nem se dormia calmamente a ver se tínhamos sido ou não premiados. E valia o calor da lareira...e o carinho que pai, mãe ou irmãos mais velhos e que pareciam ter mais tempo para o demonstrar naquela época de festas.
Eu invejava era o Menino Jesus da Igreja...à beira do qual havia um prato para as pessoas colocarem dinheiro ou outros presentes, tão simples, tão diferentes dos da sociedade de consumo da actualidade.
Mas era feliz. Não conhecia outros mundos nem a minha fantasia tinha arquétipos que me levassem mais longe em voo de sonhos e esperanças...
Que diferença ....conto eu a meus filhos. Será que eles conseguem imaginar de como era mesmo? E quem sempre viveu em outros mundos, considerados mais desenvolvidos, será capaz também?
.
M.Teresa Fernandes

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Presépio de rua do ano de 2006


Agradeço ao Sr. Manuel A. Esteves, Presidente da Junta de Freguesia de Babe pelos votos de boas festas, ficando mais sensibilizada por serem na imagem do presépio da aldeia do ano passado, realizado em local que me faz regressar no tempo e sobretudo aos anos da minha infância. Para ele e todo o Executivo da Junta Freguesia e Comunidade em geral desejo saúde, paz e votos de bom Natal. Nos Reis espero aparecer por aí, se a saúde o permitir ou outras situações não venham impedir. Um abraço bem trasmontano, lombardense, babense, universal.
.
M. Teresa

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

O Café Marrão

Onde há boas tostas de pão caseiro e chocolate bem quentinho além de tudo mais...
Helena, estou a fazer-me à comissão!!!
Beijos para todos


Naquela noite


Subi ao campanário
Passeei pelas ruas
Olhando estrelas brilhantes
Recordando o tempo ido
Em que não havia electricidade
Via o céu mais brilhante
Contava e recontava
Estrelas até mais não
Para passar o tempo
E olhar o firmamento
Sossegadamente,

Em cada novo Verão

.

M. Teresa

"A burra fugitiva"

Flor, Portugal sim mas especificamente BABE

O lume da minha cozinha da aldeia


Foto da entrada para Babe


Tirada em Março de 2005 por uma pela Flor( amiga De S. Paulo)

Beijos para os babenses e votos de boa apanha das castanhas




segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Uma babense


MORENA REBELDE

Morena rebelde
No campo nascida
De anjinho celeste
Por vezes vestida.
Eram caracóis
Em cabelo lisos.
Vestido de cetim
Asas e ouro vivo.
De uma das santas
Lá da nossa Igreja
Tudo a preceito
De fazer inveja!
Nas procissões
Com cestas de flores
Lançava convicta
Para os andores.
Que saíam nas festas
Em volta do povo
A moreninha, em seu estar
Vestido branco ou rosa
Sentindo-se, então
Nesses dias de festa
Menina famosa.
.
Maria Teresa
Dedicada à senhora dona Ermelinda que nme fazia os referidos caracóis no cabelo

domingo, 21 de outubro de 2007

MOMENTO FUGAZ AQUELE

Momento fugaz aquele...
De inexorável encontro.
Na montanha bem altiva
Corria um vento suave
Naquelas lombas perenes.

Que dia após dia…
Seus braços ampliam
Em sedução infinita
À liberdade de amar...
Na Natureza agreste
Que constantemente altera

Ora seca e fria...
Ora de inolvidável colorido
Em plena policromia.
Num âmago de amor infindo
Inóspita e sempre atenta
Às emoções de humanos
Umas de tristeza imensa
Outras de alegria tamanha.
De manhã...ou no crepúsculo
Como
Naquele inexorável encontro...
Ela…a Natureza...tu e eu
Num silêncio imensurável
Sentido...Inolvidável.
Naquele entardecer!!!

M.Teresa

sábado, 13 de outubro de 2007

Foi há quase cinquenta anos...

Tocava o sino meia hora antes de começar a Escola, pois na altura pouca gente tinha relógio e o da Igreja ainda não existia. Era comer e ir até ao meio dia...Nos intervalos jogos de roda, da macaca, das pedrinhas... saltar, pular para aquecer no Inverno, os rapazes jogavam também ao pião e no tempo das amoras lá subiam as amoreiras para saborerem amoras brancas e pretas duma amoreira mais alta, à unica a que eu não subia! Sou mulher, era menina mas também trepava para comer as amoras e tirar para as que não conseguiam subir...outra colega e eu!!!
Depois hora e meia de almoço para regressarmos até ás horas que a senhora D. Elvira, nossa dedicada Professora se cansava de estar connosco. Raramente saíamos ás 15h e 30 m que era o marcado no horário escolar. E o convívio de cerca de quarenta crianças, alguns já adolescentes se tivessem atrasado nos estudos era saudável e raramente conflituoso e quando o era depresa passava com intervenção da nossa amiga Professora.

M.Teresa

Andei à Escola neste edifício ( Nos 4 1ºs anos)


Na altura pintado de branco, rodeado de amoreiras , nogueira , negrilhos(?)...agora com outras funções e com paralelos em volta sem as árvores que tanto recordo.

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Sementeiras de trigo e centeio


"O trigo está entre os alimentos consumidos há mais tempo pela humanidade, estimando-se que a sua utilização regular entre os homens tenha se iniciado há mais de cinco mil anos. No início ainda era explorado a partir de suas bases silvestres, mas o advento das técnicas agrícolas, ainda no período neolítico, confirma tanto esse cereal da família das gramíneas quanto o centeio, como os mais antigos aliados vegetais dos homens em sua luta contra a fome.
Catherine Perlés em seu artigo As estratégias alimentares nos tempos pré-históricos afirma que a comprovação da existência e importância do trigo e do centeio na alimentação humana na Pré-História pode ser percebida pela “abundância de mós de pedra e o cuidado a elas dispensado” nas vilas e casas encontradas por arqueólogos e antropólogos que estudam o neolítico."

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Manhã de Janeiro

Naquela manhã gelada
Mas de sol radioso
Estava tudo bem alvo
Panorama harmonioso.
.
Em frescura atenuante
Dos sonhos da noite fria
Era olhar aquele alvor
E sentir mais alegria.

Pelo branco natural
Do gelo da madrugada.
Um caminhar solitário
Em montanha bem gelada.

Saudando meu confidente
Bem branco lá nas alturas.
Fiquei mais confiante...
Esquecendo as agruras.

Da vida longe dali
Em brumas e nevoeiros
Num mundo urbanizado
Sem gelo, nem castanheiros.

Como aquele meu confidente
Dos tempos de meninice.
Ali estava inerte...
Afagada com meiguice.

M.Teresa

Bem vinda Ana Raquel




Assim fica a juventude representada...lá da Lombada, senão ao Blog apenas da "velhotica" Teresica não viria a mocidade para visitar nadica.


Umas flores silvestres para ti.

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Cardos do Café Marrão

Junto do Café Marrão cardos visíveis, quimeras não!!!
.
Foto de Agosto2007
M. Teresa

terça-feira, 9 de outubro de 2007

REGRESSO ÀS ORIGENS



Olhando rostos cansados
Das agruras desta vida
Auscultando desabafos
E nostalgia sentida...

Serenei minha ansiedade
Nos montes do meu nascer.
Libertei melancolia
Senti-me rejuvenescer...

Como criança de outrora
Subi àquele campanário
Olhei o horizonte
Ali bem solidário!

Felicidade serena
De ares não poluídos.
Andei pelos caminhos
Outrora já percorridos.
.
Maria Teresa, In Cardos e Quimeras

Em caminhada rural








Era mês de Agosto...
Este ano menos quente
Mas no trabalho ou repouso
Sentia e via esta gente.
...
Cumprimentos a todos!

Couve babense


Crescia por lá em Agosto no calor da montanha e ainda era novinha.

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Provérbios de Outubro

Se em Outubro demorares a terra a lavrar, pouco hás-de enceleirar.


.
Outubro meio chuvoso torna o lavrador venturoso.


.
Em Outubro sê prudente: guarda pão, guarda semente.

Sementeiras e Vindimas

Decorrem por aquelas terras as vindimas e as sementeiras ao longo do mês de Outubro...Adoro de tal modo o cheiro a terra que nestes dias de Outubro tenho de mexer e remexer nos vasos da varanda com as mãos e sem luvas...picos de roseiras e cactos...asneira!

domingo, 7 de outubro de 2007

Vestígios Romanos e ainda sobre o Tratado


"Marius percorre a estrada a caminho da fronteira espanhola. Vai até Babe, a «Varanda da cidade» que conserva ainda restos da denominação romana como esta lápide funerária onde é perceptível EQVITI AL(ae) II.

Babe ficou célebre pelo tratado de Babe, realizado em 26 de Março de 1387, entre D. João I e o Duque de Lencastre onde o nosso rei obrigava o dito Duque a abdicar de quaisquer direitos que pudesse vir a ter sobre a coroa portuguesa devido ao casamento de uma filha deste inglês (D. Filipa de Lencastre) com o Rei."






Aquele Campanário

Campanário com escadas íngremes
Que muitas vezes eu subi
Ver longe o horizonte…

Ou ficar somente ali.


Colocar Santa Bárbara
Em dias de trovoada
Quando D. Maria saía
E de tal me incumbia.


Eu, pequena ainda
Com medo de partir a santa
Subia devagarinho
E punha-a com cuidado.
Vindo depois para baixo
Ver se estava no lado certo

E rezava a oração de Santa Bárbara
Para afastar a trovoada!
O que nem sempre acontecia...

M.Teresa

BABE NO SÉCULO XVIII

Foto recente, lenha em bárdia(sequeiro)
.
M.Teresa









Símbolo do estandarte de Babe e site da Junta de Freguesia

sábado, 6 de outubro de 2007

Monumento onde consta o texto do Tratado de Babe




Foto pública do google

Entardecia



Babe, Agosto 2007
M. Teresa

No ar puro da montanha

Serenidade encontrada
Em local irradiante
Com quietude fascinada!
Deleite naquele brilho
Com sorrisos e esperança
Paradigmas de harmonia
Escalada de bonança!

Em natural esplendor
Surrealismo à mistura
Sintonia no ambiente
Longe de qualquer agrura.

No ar puro da montanha
Procurando o sossego
Vitalizador da mente
Libertando algum medo.
Medo da agitação

Com existência singela
Olhar raios de sol…
E contemplar cada estrela.
Em noitede céu estrelado
Naquelas sem qualquer bréu.
Brilho diferente no céu...

M.Teresa

Vestígios de épocas antigas

"Há testemunhos inequívocos da existência de povoamento nesta área em épocas antigas que podem mesmo remontar à Pré e Proto-história. Povoações como Pinheiro Novo, Babe, Donai, Baçal, Gimonde, revelam-se arqueologicamente ricas a qualquer observação ainda que superficial; são visíveis fortificações castrejas, edificações do tipo dolménico, inscrições rupestres, machados de pedra polida e metal, sepulturas abertas na rocha...; em Paçó também foi explorada uma anta; na freguesia de Montouto, num planalto da serra, fica a Fraga da Ferradura com inscrições, e perto, a Fraga da Pingadeira; em Travanca há igualmente uma fraga com insculturas, a que o povo chama Fraga das Patinhas da Burrinha de Nossa Senhora. Estes são só exemplos que se podem retirar das «Memórias Arqueológicas do Distrito de Bragança» do Padre Francisco Manuel Alves (Abade de Baçal)."
.
Em Babe há o Castro da Sapeira e mais sete castricos. MT

Babe, aldeia integrada no parque de Montesinho


sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Etimologia de Babe

"Babe, Babi quer dizer em árabe "portinha", mas porta, também pode derivar de Babon. Babe é uma portinha, relativamente ao lado de Bragança, enquanto pelo lado de Miranda, Babe apresenta fácil entrada ao invasor."


Freguesias do Concelho de Bragança




Concelho de Bragança


Imagem satélite de Babe

BABE


"Situada a 800 metros de altitude, a leste de Bragança, constitui a porta de entrada do planalto de Lombada. No século XVIII ainda eram visiveis os restos da antiga igreja de S. Pedro, localizada perto de Castrogosa a sul. Por este mesmo local e a sul o castro da Sapeira, passava a estrada romana que de Bragase dirigia a Astorga. algumas estelas funerárias e um marco milenário documentam a romanização desta aldeia. Tem uma capela dedicado a S. Sebastião e outra que foi recuperada em 1991, dedicada a S. José. Babe ficou célebre pelo tratado de Babe, realizado em 26 de Março de 1387, entre D. João I e o Duque de Lencastre..."

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Nascida Naquela Lomba

COMO ERA DIFERENTE...

Nascida naquela lomba
No calor de Julho dourado
Em que as ceifas se faziam
Um trabalho atormentado.

Com tarefas de sol a sol
Era assim naquele tempo.
Numa azáfama global
E sem qualquer lamento.

Eu livre como as aves
Com a Natureza em festa.
Em cada Primavera
No florir da giesta.

E de toda a montanha
Que não tinha cereal.
Policromia imensa...
Eu livre como pardal!

Lá, via a tecedeira
E o sapateiro da rua.
Subia mesmo às árvores
Com energia da pura.

Nos dias de festa ia
Vestida de anjo celeste.
Com vestido de cetim
Naquele meio agreste.

Sentia-me uma actriz
Morena e acarinhada.
Foi bom ter nascido
Ali na minha Lombada!

Onde havia pobreza
De coisas materiais.
Não faltava a união
Quer nos suspiros e ais!

E tudo se partilhava...
Nem que fosse com torna jeira.
De noite havia serão...
Mas era à luz da candeia!

Electricidade só na cidade
A quilómetros de distância.
Ia eu ao campanário...
Para avistar Bragança!

E via o céu estrelado
Com tudo mais brilhante
Procurava pirilampos
Com magia motivante!



M.Teresa

Cestaria local


De verga mas pintei, estraguei, rssssssss



De vime


Esta é minha e a foto também...a fruta podem comer.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

A minha memória sobre as vindimas na alta lombada trasmontana

Na minha terra ia à vindima quando era miúda mas acho que comia mais uvas do que punha nos cestos...tanto eu como as restantes crianças. As uvas eram colocadas nas cestas ou cestos individuais que cada um usava, mantendo perto de si e depois despejava nos coleiros, bastante maiores. Esses eram levados pelos homens para os carros de bois que estavam preparados para o efeito (transportar as uvas para o lagar, o pio...assim se designava lá também ou para grandes tinas de madeira) em que eram despejadas, sendo depois pisadas, também pelos homens para o processo de fermentação até sair o vinho, ficando dentro desse recipientes as "borras" que depois da separação do líquido eram usadas para fazer aguardente. Que saudades tenho das maçãs e marmelos que cozia nesse monte fumegante de desperdícios quando se retiravam dos alambiques já depois da aguardente feita! E recordo a alegria que moças e moços mantinham nessa actividade, cantando e brincando já que lá na a vindima ou era própria ou de torna geira e patrão, se havia era muito raramente. Nesse caso as brincadeiras eram menores, suponho eu. Uns anos mais tarde as uvas começaram a ser transportadas por tractores, deixando, então de se ouvir o chiar dos carros de bois pelos caminhos e nas ruas da aldeia. MT
Out. 2007

"Confiança" Miguel Torga


O que é bonito neste mundo, e anima,
É ver que na vindima
De cada sonho
Fica a cepa a sonhar outra aventura…
E que a doçura
Que se não prova
Se transfigura
Numa doçura
Muito mais pura
E muito mais nova…

Miguel Torga

Uma das utilidades das cestas


Imagem encontrada no Google

terça-feira, 2 de outubro de 2007

CESTARIA

"A cestaria, cuja origem, no nosso país remonta pelo menos, à cultura castreja, continua a ser nos nossos dias, uma actividade indispensável na economia da vida rural e doméstica. No norte de Portugal, a cestaria faz-se representar por uma infinidade de objectos, de formatos e feitios diversos, executados em junco, palha centeia, madeira e verga, segundo várias técnicas e destinados a diferentes usos, desde os trabalhos rurais ao transporte de compras. Os cestos, destinados aos serviços rudes da lavoura, da pesca e do comércio, são feitos com madeira rachada em tiras, levrada no banco e encastrada.(...) Para serviços mais limpos são fabricados cestos com vergas – varas de vime e salgueiros, a que se tirou a casca – como o açafate, usado principalmente como cestinho de costura, e a cesta de cigana, muito popular entre as vendedeiras ambulantes, que nela transportam a fruta, o peixe, a hortaliça ou as quinquilharias”(...)

.
Citações da obra “Artesanato da Região Norte”, Instituto do Emprego e Formação Particular, Delegação Regional do Norte, Núcleo de Apoio ao Artesanato, Porto, 1996.

Nem todas as giestas dão verga para as cestas

Giestas floridas...também as há com flor branca e antes de florirem servem também para fazer vassouros ...actualmente para varrer somente em piso ásper ou na rua mas antigamente era com que se varria a casa, as eiras e tudo mais...As vassouras só há poucas décadas é que se tornaram usuais, quando passou a haver mais dinheiro no meio rural, acho.
Apanhar a verga no monte
Ripar e deixar secar...
Fica depois, acho que humedecida
Pronta para moldar.
E fazer cestas de formas variadas
Quem souber!
Um dia pensei aprender
Mas deixei passar o momento
E agora compro feitas
Para o pão...para a fruta
Para eu depois pintar e usar
Ou oferecer
Artesanato de BABE.

No jardim do João também há giestas- escovas lá na terra- para colher verga


Espero que ele que é habilidoso aprenda a fazer cestas também!!!