quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

DIA NUBLADO



Dia nublado ...
De água ameaçado
No planalto lombardense
Ao longo da caminhada
Esperava no meu rosto
A chuva anunciada.
.
Mas ficou sem cair
A chuva daquele dia.
Eu pensava e caminhava
Via e observava ao longe.
.
As nuvens iam passando.
Raios de Sol espreitavam
Com brilho que já batia
E o meu coração pulsando.
.
M. Teresa Fernandes

Manhã Gelada

Naquela manhã gelada
Mas de sol radioso
Estava tudo bem alvo
Panorama harmonioso.


Em frescura atenuante
Dos sonhos da noite fria
Era olhar aquele alvor
E sentir mais alegria.

Pelo branco natural
Do gelo da madrugada.
Um caminhar solitário
Em montanha bem gelada.

Saudando meu confidente
Bem branco lá nas alturas.
Fiquei mais confiante...
Esquecendo as agruras.

Da vida longe dali...
Em brumas e nevoeiros
Num mundo urbanizado
Sem gelo, nem castanheiros.

Como aquele meu confidente
Dos tempos de meninice.
Ali estava inerte...
Afagando com meiguice.


M.Teresa Fernandes

domingo, 13 de janeiro de 2008

Obrigada à Direcção do Centro Recreativo de Mafamude; Gaia


Dia Sábado, 19 de Janeiro - 2008
16h00
Apresentação do livro(2ªsessão)

Cardos e Quimeras

Autora: Maria Teresa Fernandes
Editorial100

Local:
Centro Recreativo de Mafamude
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R. Pinto Aguiar 351 Vila Nova de Gaia 4400-252 VILA NOVA DE GAIA
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Gracias Diego!!!Abraço ternurento.

sábado, 12 de janeiro de 2008

Desviei do h5 linda motoqueira babense

Bjs

Poema de Alzira Marrão

BABE HORIZONTE DE MAGIA
.
É um lugar mágico
Aquele que em menina
Sonhava sair umDia...
Olhava a linha do horizonte
E sonhava...
Subir aquela serra
Ahh! Era fantástico...
Descobrir o que do outro lado
Estava...
Um dia aconteceu a serra fui
Subir.
Mas,minha ansiedade aumentou
Pois a serra continuou
E eu fiquei sem
Descobrir
O que existia para lá da serra
E da outra aSeguir.
Um dia lá vou eu
Ampliar meu horizonte
Mas a menina sonhadora
Depressa compreendeu
Que o horizonte que sonhava
É mais limitado que o meu
Em tempos de menina

.Mª ALZIRALisboa 16-09-90

domingo, 6 de janeiro de 2008

sábado, 5 de janeiro de 2008

Tradições e recordações


Babe...bem lá no alto
Avistando-se de Bragança
Quem à aldeia se deslocar
Pode dar com festança.
Em muitas épocas do ano,
Natal, Corpo de Deus...
E quase o Verão inteiro
(aos Domingos)!
Aí por toda a Alta Lombada.
.
Mas o que recordo mais ainda
É a música dos gaiteiros
Com que começavam as festas
No Natal, com os rapazes solteiros,
Dando voltas á aldeia
Sempre bem perfilados
Desde a alvorada ao rancho dos pratos
E os que não fossem eram multados.
(Ainda são ao que me é dado saber)
Assim iam para a missa,
E depois almoço de vitela
Em que só rapazes entravam.
(Continuando o mesmo)
Vindo depois o profano
Em que toda a gente participa
É ano após ano...
Sem perder a tradição.
Mas..
Agora há outras músicas
Para animar cada festança
Vai gente dos arredores
E da cidade de Bragança.
( A deslocação é também mais fácil
a altura eram raros os automóveis)
.
Este ano não assistindo
Com pena eu fiquei
Como não estou nos Reis
A tradição não viverei
Presencialmente.
Mas como os figos secos
É as nozes do mercado.
As alheiras estão longe
As roscas (de pão)
Arrematadas em dia de Reis
Acho que me guardarão
(Agora há arcas frigoríficas.)
Na minha infância não era possível
Claro que não...
Nem electricidade havia.
Mas ficou na memória
A época natalícia
( de 24 de Dezembro a 6 de Janeiro)
.
M.Teresa Fernandes, V. N.Gaia, 5 de Janeiro de 2007

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Cara amiga Alzira


1º ...Votos de que tenhas começado 2008 com o pé direito, boooooooo;)
2º...Foi uma alegria para mim em saber que descobriste o blogue dedicado a Babe e aos babenses..Não sei se já entraste no meu Docetere que é variado, mais do que este e mais antigo...com um anito , acho .......Este http://docetere.blogspot.com/ .


3º- Em Novembro passado doi Editado o meu 1º livrito de poemas "Cardos e Quimeras" pela Editorial100...senti a falta das e dos amigos de infância naquele dia mas como estaamos espalhados pelo País , pelo Mundo era complicado sonhar em ter-vos comigo num dia que não de muita felicidade, pois essa voou há muito mas dia diferente na minha rotina solitária.


4ºEstás mesmo bem? E todos os outros da família mais próxima ou conhecidos da terra e que encontras aí?...De Verão a Verão é muito tempo e mesmo nessa época nem sempre há encontro com tempo necessário para saber como está cada pessoa....Individalismo do 3º milénio a aumentar, crise social a nem sempre deixar estar com disposição...


Tens espaço na net com os teus poemas? Tens messenger ligado com o teu endereço?


Adiciona sff por mitefernandes@hotmail.com.

Doces abraços, bem lombardenses, bem bem babenses

Uma rosa para ti com o carinho de sempre.
M. Teresa

sábado, 29 de dezembro de 2007

Vi a minha Lombada

Vi a minha Lombada.
Coberta de neve fria.
Com brancura de pasmar
Ai como eu a sentia!

Como se fosse ao vivo
E não só pela televisão.
Fiquei cheia de saudade
De quando a pegava à mão!

Jogava com os amigos.
E de neve bonecos fazia
Eram dias diferentes...
Naquela região bem fria.

Nos gelos de cada Inverno
No tempo da minha infância.
A contrastar com o calor...
Do Verão e da festança.

Que muita vez se fazia.
Animando toda a aldeia.
Era música e bailarico.
Mesmo à luz da candeia.

Mas a neve de agora.
Mesmo vista na distância.
Deu-me alento e saudade.
Desse tempo da infância.
.
Maria Teresa

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Festa de Santo Estêvão em Babe

Hoje, dia de Santo Estevão
Festeja-se na minha aldeia
Padroeiro da Mocidade
Com folia verdadeira.
Vinda já por tradição
De tempos imemoriais
Os rapazes da aldeia
Não a esqueceram mais.
Passando por gerações
O religioso e profano
Festejados os solteiros
Neste ano, após outro ano
.........................
M. Teresa

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Natal da Minha Infãncia

NATAL DA MINHA INFÂNCIA
Como era diferente naquele tempo!!! Não havia conhecimento de outro mundo para comparar. Mas o Natal, época fria, naquela lombada trasmontana não tinha árvore de Natal, pois esse costume ainda não tinha sido introduzido, aquando da minha infância...Nem luz eléctrica muito menos luzinhas de Natal, salvo as velas que punham na igreja junto ao presépio, onde o Menino Jesus era colocado destacadamente. A seu lado Nossa Senhora e São José, com a vaca e o burrinho na rectaguarda e muitas outra figuras de barro sobre aquele musgo natural, o pastor, as ovelhas, os Reis Magos....Como achava interessante aquele presépio da igreja da minha aldeia!!!
Em casa já havia quem fizesse também mas mais pequenino e com pequenas figurinhas. Alguns somente, pois nem todos tinham dinheiro para as comprar na cidade mais próxima. Valia pela festa comunitária que a Mocidade fazia.
Desde o dia 24 à noite que se ouvia o som da gaita-de-foles e o toque de bombos e caixas, anunciando aos rapazes solteiros a partir dos 13/14 anos que teriam dois dias de festa rija pela frente. O religioso e o profano misturavam-se pois, numa amálgama de tradições e emoção...Mesmo agora festejam por lá «As festas da mocidade».Apenas os homens...Ainda!!! Mas as raparigas já fazem convívio semelhante na noite da passagem de ano desde há anos para cá.
Mas a minha maior ansiedade virava-se, não tanto para a ceia especial com batatas, couves, bacalhau e polvo cozidos, acrescidos de muita doçaria: filhós rabanadas e aletria ou arroz doce. A minha preocupação virava-se especialmente para o facto de a casa onde vivia não ter chaminé. Não havia ali o hábito e a fantasia do Pai Natal. Quem deixaria algo nos sapatinhos era o Menino Jesus que entraria pela chaminé. Na falta dessa bem olhava a ver qual seria o buraco da casa onde o Menino podia entrar. Que ansiedade!!! E os sapatos lá ficavam...E os mais velhos deixavam-nos dormir para colocarem lá uns rebuçados, pois que era já motivo de grande festa naquele mundo e naquela época. E nem se dormia calmamente a ver se tínhamos sido ou não premiados. E valia o calor da lareira...e o carinho que pai, mãe ou irmãos mais velhos e que pareciam ter mais tempo para o demonstrar naquela época de festas.
Eu invejava era o Menino Jesus da Igreja...à beira do qual havia um prato para as pessoas colocarem dinheiro ou outros presentes, tão simples, tão diferentes dos da sociedade de consumo da actualidade.
Mas era feliz. Não conhecia outros mundos nem a minha fantasia tinha arquétipos que me levassem mais longe em voo de sonhos e esperanças...
Que diferença ....conto eu a meus filhos. Será que eles conseguem imaginar de como era mesmo? E quem sempre viveu em outros mundos, considerados mais desenvolvidos, será capaz também?
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M.Teresa Fernandes

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Presépio de rua do ano de 2006


Agradeço ao Sr. Manuel A. Esteves, Presidente da Junta de Freguesia de Babe pelos votos de boas festas, ficando mais sensibilizada por serem na imagem do presépio da aldeia do ano passado, realizado em local que me faz regressar no tempo e sobretudo aos anos da minha infância. Para ele e todo o Executivo da Junta Freguesia e Comunidade em geral desejo saúde, paz e votos de bom Natal. Nos Reis espero aparecer por aí, se a saúde o permitir ou outras situações não venham impedir. Um abraço bem trasmontano, lombardense, babense, universal.
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M. Teresa

terça-feira, 4 de dezembro de 2007