sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Minha Rua



Minha rua da aldeia
Não é uma rua qualquer.
É o largo da Igreja
Onde brinquei a valer.

É essa rua rural...
Que sinto mais como minha.
Não foi nela que nasci
Mas vivi lá em pequenina.

Brincava, corria, saltava
Com amigos da infância...
Que recordo com carinho
E deles tenho lembrança...

Naquela rua, na altura
Havia muito lamaçal...
Nos invernos rigorosos
Que uniam afinal...

Com lenha de cada um
Repartida quando acabava.
Ninguém passava frio...
Nessa rua que eu amava !

Eram também fiadeiros
E bailaricos a rodos...
Encontros de todo a gente
Quando decidir algo de todos.

Em cariz comunitário.
E "Conselho"em geral.
Era ali naquela rua...
Tudo resolvido, afinal.

Está agora mais ampla.
Pois não tem lenha por lá.
Desde há longos anos
Que diferente ela está!!!


V. N. De Gaia, 13 de Junho de 2006

M. T. Fernandes (Docequimera )

2 comentários:

Anónimo disse...

Realmente, Térezinha,
este poeminha me transporta aos melhores anos da minha vida, aos meus tempos de criança na minha querida São Vicente...
Ainda trago na lembrança o badalar dos sinos chamando pra missa, o cheiro gostoso dos doces de Zenaide, os anjinhos nas procissões com seus raminhos de alfinete de menina na mão e suas asinhas brancas, o odorífico café da minha avó Maria a recender na viração que aliviava o mormaço das tardes quentes...
Beijinhos a todos!
FELIZ 2009!
Gracilene Pinto

Denise Figueiredo disse...

Docinho... Qualquer rua tem o cheiro e a cor que as ruas teem, mas só a nossa rua tem aquilo que nos convem.O sonho de criança que ainda hoje fala mais alto na memória.Querida e um encontrão. Ou um galão com pataniscas? Bjsssssssssssssss