domingo, 21 de dezembro de 2008

NATAl

É noite.
Pelas ruas, vago sem destino.
Luzes, vitrines coloridas, bolas multicor…
Em cada canto, um Pai Natal vende ilusão.
Ansiosa procuro o aniversariante:
Nas lojas, nas árvores iluminadas,
Nos sinos que cantam sem cessar:
“Noite Feliz, Noite Feliz…”
Tudo em vão.
Já cansada, encontro, num cantinho,
Um pobre menino,
Triste, solitário, mal vestido,
A cada um lançando seu olhar,
A cada qual implorando seu presente:
Nem carrinhos comandados,
Nem robôs, nem celulares…
Apenas, tão somente, pede amor.
Só então vejo Jesus que nele habita.

Celina Figueiredo

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