terça-feira, 2 de setembro de 2008

Ó sino da minha aldeia

FOTO: Sino de Babe




Ó sino da minha aldeia,
Dolente na tarde calma,
Cada tua badalada
Soa dentro da minha alma.

E é tão lento o teu soar,
Tão como triste da vida,
Que já a primeira pancada
Tem o som de repetida.

Por mais que me tanjas perto
Quando passo, sempre errante,
És para mim como um sonho,
Soas-me na alma distante.

A cada pancada tua,
Vibrante no céu aberto,
Sinto mais longe o passado,
Sinto a saudade mais perto.

Fernando Pessoa

3 comentários:

Tere disse...

Na foto tou a ver a minha chaminé...

Zira disse...

E o terraço onde em tempos apanhávamos sol para nos bronzear lembras?
Um bom dia para ti amiga

Tere disse...

Se lembro...mas agora está fechado o acesso.