segunda-feira, 15 de setembro de 2008

SETEMBRO

"Em Setembro
eu vou
pelos caminhos
com árvores plantadas
no ouro da tarde

na espada do vento
julgo ouvir um canto
de pássaro escondido
nas franjas fulvas do dia

lembro o teu olhar onde a luz se aquece
sinto-lhe a ternura a nudez o gume
como um perfume
vertido
que não se perde

sob os alámos
eu quero estar contigo
de mãos dadas

nada me protege
desta saudade
nenhum pensamento
me suspende a lágrima

Setembro
ao cair da tarde."

2 comentários:

Tere disse...

Linda imagem ..lindo poema. Obrigada amiga Zira e beijocas da filha da "tia" Ema...que recordo a cada moento com indelével saudade.
Para ti um abarço de verdade!

Tere disse...

Aiiiiiii...hoje o teclado não anda bom...momento e não moento...abraço enão abarço.